França suspende uso de bombas de efeito moral por policiais em protestos
Há duas semanas, a França enfrenta uma grande onda de protestos devido às condições precárias do ensino no país
07/10/2026 15:03, atualizado 07/10/2026 15:06

Dois dias depois que um estudante, de 15 anos, perdeu a mão por causa de um granada de efeito moral que explodiu durante manifestações nas escolas de ensino médio da França, o ministro do Interior, Laurent Nuñez anunciou que suspendeu o uso do artefato pela polícia.
Ele afirmou que suspenderá o uso de granadas até que se saiba exatamente o que aconteceu com o adolescente. A explosão aconteceu em Lens, comuna industrial localizada no norte do país. O jovem protestava contra condições precárias e falta de funcionários nas escolas.
A mãe da vítima disse que a mão do filho foi amputada e que ele não tentou pegar a granada: “A vida dele foi roubada. Ele é um garoto de 15 anos, como crianças podem ser tratadas assim?”, declarou à BFMTV.
Nuñez, porém, rejeitou as crescentes acusações de brutalidade policial e disse que os policiais “não intervêm se os protestos forem pacíficos”. Já são duas semanas de protestos marcados por confrontos frequentemente violentos e que deixaram centenas de feridos.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesEle disse ao parlamento que 215 adolescentes e 89 funcionários escolares ficaram feridos desde o início dos protestos, enquanto 761 policiais também se machucaram.
Nesta quarta-feira (7/10), várias unidades de ensino continuam fechadas no país. De acordo com o The Guardian, pelo menos 80 câmpus universitários, incluindo o prestigiado Sciences Po em Paris, foram bloqueados em protestos estudantis em grande parte pacíficos, segundo sindicatos.











