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Protesto contra cortes de Milei em universidades termina em confronto

Quinta Marcha Federal Universitária pressiona governo argentino a cumprir lei de financiamento das instituições públicas

15/10/2026 19:18
Reprodução/ @Kicillofok
Protesto contra cortes de Milei em universidades termina em confronto

Estudantes e professores foram às ruas de Buenos Aires, na Argentina, nesta quinta-feira (15/10), para cobrar do presidente Javier Milei o cumprimento da lei de financiamento das universidades públicas. O ato em frente ao Congresso terminou em confronto entre manifestantes e policiais.

Agentes de segurança  jogaram gás lacrimogêneo para dispersar manifestantes, enquanto alguns manifestantes atiraram pedras. Segundo o Ministério da Segurança, cinco agentes ficaram feridos.

A mobilização teve como principal reivindicação a aplicação da Lei de Financiamento Universitário, que prevê a atualização dos recursos destinados às instituições públicas, a reposição das perdas salariais dos professores e a recomposição das bolsas estudantis.

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Com bandeiras de entidades estudantis e sindicatos, os participantes exibiram mensagens como “Milei, cumpra a lei” e “A universidade pública é um direito, não um privilégio”. O protesto ocorre após dias de greve e manifestações dentro das universidades, em meio à pressão para que o Executivo cumpra determinações judiciais sobre o financiamento do setor.

O governador da província de Buenos Aires, Axel Kicillof, também criticou a política do governo federal para a educação pública. Em publicação na rede social X, ele afirmou que a nova Marcha Federal Universitária demonstra que os cortes na área representam um erro que compromete o presente e o futuro da Argentina.

“Enquanto todos os países do mundo escolhem proteger suas capacidades em inovação tecnológica e científica, o Governo nacional insiste em destruir algo tão precioso para nosso povo, que vai continuar lutando para defender seus direitos”, escreveu.

Disputa judicial mantém pressão sobre Milei

O impasse em torno do financiamento das universidades argentinas se arrasta desde agosto de 2025, quando o Congresso aprovou a Lei de Financiamento Universitário. Milei vetou o texto, mas a disputa avançou para a Justiça. Em junho, uma decisão da Suprema Corte determinou que o governo cumprisse os pagamentos previstos na legislação.

Mesmo diante das decisões judiciais, o financiamento segue no centro do embate entre o Executivo e as instituições de ensino, que pressionam pela recuperação dos recursos e pela valorização dos profissionais da educação.

Universidades voltam às ruas

A manifestação desta quinta-feira é a quinta mobilização nacional do setor desde que Milei chegou à Presidência, em dezembro de 2023. O governo anunciou reajustes nas verbas para as universidades durante o período, mas representantes das instituições avaliam que os repasses não acompanham as necessidades do ensino público.

Além de estudantes e professores, a marcha contou com a participação de partidos opositores, sindicatos, organizações sociais e aposentados. Os manifestantes pedem a revogação da medida.