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Mundo

Colômbia endurece regras para atuação policial durante protestos

Decreto assinado por Abelardo de la Espriella amplia as condutas consideradas violentas e permite o uso da força de autoridades na Colômbia

14/10/2026 17:00
Lucas Aguayo Araos/Anadolu via Getty Images
Abelardo De La Espriella, candidato a presidente da Colômbia - Metrópoles

O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, assinou um decreto que estabelece novas regras para a atuação das forças de segurança durante manifestações no país.

Oficializada na terça-feira (13/10), a medida deve ser aplicada a partir desta quarta-feira (14/10), quando opositores, sindicatos, estudantes e outros grupos realizam protestos contra o governo em diferentes cidades colombianas.

O Decreto 1.525 de 2026 modifica uma norma de 2021 que regulamentava a atuação das autoridades em marchas e concentrações públicas. Entre as mudanças, estão a ampliação da lista de condutas consideradas violentas e a possibilidade de intervenção policial sem que todas as etapas de diálogo tenham sido esgotadas previamente, nos casos previstos pelo texto.

De la Espriella afirmou que o governo respeita o direito à manifestação pacífica, mas não tolerará atos de violência, vandalismo ou bloqueios que prejudiquem a circulação e os direitos de outros cidadãos.

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Em outra postagem, De la Espriella defendeu a medida e afirmou que o decreto busca conciliar o direito de protestar com os direitos dos demais cidadãos.

“O direito de protestar não está acima do direito de trabalhar, estudar, circular e viver em paz”, escreveu.

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Gustavo Petro é ex-presidente da Colômbia desde 2022
Abelardo de la Espriella, eleito presidente da Colômbia
Ex-presidente da Colômbia, Gustavo Petro
Presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella
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Presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella

Camilo Moreno/Long Visual Press/Universal Images Group via Getty Images)
Gustavo Petro é ex-presidente da Colômbia desde 2022
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Gustavo Petro é ex-presidente da Colômbia desde 2022

Vinícius Schmidt/Metrópoles
Abelardo de la Espriella, eleito presidente da Colômbia
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Abelardo de la Espriella, eleito presidente da Colômbia

Lucas Aguayo Araos/Anadolu via Getty Images
Ex-presidente da Colômbia, Gustavo Petro
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Ex-presidente da Colômbia, Gustavo Petro

Sebastian Barros/NurPhoto via Getty Images

O que muda com o decreto

  • O Decreto 1.525 altera as regras que orientam a atuação das forças de segurança durante manifestações públicas.
  • Entre as disposições, está a previsão de que os policiais acompanhem os protestos a uma distância de quatro metros dos participantes.
  • O texto também amplia a relação de condutas consideradas violentas.
  • Outra mudança permite o uso legítimo da força contra indivíduos responsáveis por atos violentos sem que seja necessário esgotar previamente todas as etapas de diálogo.
  • De acordo com o decreto, a intervenção deve ser direcionada às pessoas que praticarem essas ações.

Manifestações

Centenas de pessoas se reuniram em diferentes pontos da Colômbia nesta quarta-feira para protestar contra o governo de De la Espriella. As mobilizações foram convocadas por setores da oposição, sindicatos, comunidades indígenas, estudantes e grupos feministas, com liderança política do ex-presidente Gustavo Petro.

Os atos representam uma das primeiras grandes mobilizações contrárias à administração de De la Espriella, que assumiu a Presidência em agosto de 2026. Entre as principais críticas ao governo estão as políticas de linha dura contra o narcotráfico, a retomada das relações diplomáticas com Israel — rompidas durante o mandato anterior — e a aproximação com os Estados Unidos.

Petro, primeiro presidente de esquerda da história colombiana, implementou medidas como a ampliação do acesso gratuito à universidade pública, aumentos do salário mínimo e mudanças nos benefícios trabalhistas. Sua gestão também foi marcada por divergências com os Estados Unidos em temas de segurança e política externa.