Zema puxa ofensiva de políticos mineiros contra Messias no STF

Indicado por Lula ao STF, Jorge Messias passa por sabatina no Senado nesta quarta-feira (29); Zema cobra voto contrário de senadores

atualizado

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Luis Nova/Especial Metrópoles @LuisGustavoNova
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1 de 1 o-ex-governador-de-minas-gerais-romeu-zema-concede-entrevista-ao-metropoles-13 - Foto: Luis Nova/Especial Metrópoles @LuisGustavoNova

Belo Horizonte — O ex-governador de Minas Gerais e possível pré-candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) puxou ofensiva contra a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal (STF). O político mineiro alega que a escolha beneficiará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Messias passa por uma sabatina no Senado Federal, nesta quarta-feira (29/4). Ele foi indicado por Lula para assumir uma vaga de ministro na Suprema Corte.

Contrário à escolha, Zema afirmou que a “indicação não pode passar”. Ele cobrou uma posição firme dos senadores e disse que existem cinco motivos pelos quais Messias não é um bom candidato para a vaga: “falta de independência, censura, privilégios, ativismo judicial e omissão em escândalos”.

“O Brasil vive um péssimo momento. Isso se deve ao STF. Hoje, o Senado decide sobre indicação do Messias. A decisão está nas mãos de vocês. É hora dos senadores mostrarem de que lado estão: se dos brasileiros de bem, ou se dos intocáveis de Brasília”, falou.

“Amigo de Lula”

Na mesma linha, Nikolas Ferreira (PL-MG) também se manifestou contrário à indicação de Lula. Ele postou um vídeo, nas redes sociais, no qual afirma que a Corte virou um “balcão de negócios políticos” e que Messias “é um amigo” do presidente que está sendo cotado para o Supremo.

O deputado afirmou que, atualmente, Lula tem “dois amigos” no STF, sendo que “um deles é seu ex-advogado”, citando indiretamente os minsitros Dias Toffoli e Cristiano Zanin.

Ele também cobrou que os senadores votem contra a indicação de Messias para o Supremo, alegando que ele é favorável a pautas sensíveis, como o aborto. Nesta quarta, contudo, o advogado-geral da União se posicionou “totalmente contra” a prática, mas defendeu um olhar humano sobre o tema e as mulheres.

No Instagram, o senador Carlos Viana (PSD) também se mostrou contrário à ida de Messias para o Supremo e afirmou que votará contra a indicação de Lula.

Sabatina e votação

Após a sabatina de Messias na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa, haverá votação em plenário. A CCJ é presidida pelo senador Otto Alencar (PSD-BA).

Para ser aprovado na CCJ, Messias precisa de maioria simples, ou seja, 14 dos 27 votos. Já no plenário do Senado, etapa final do processo, é necessário atingir maioria absoluta — 41 dos 81 senadores.

 

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