Veja quem já está na disputa pelo Senado por Minas Gerais
Os mandatos de Rodrigo Pacheco e Carlos Viana se encerram neste ano; um vai tentar a reeleição e o outro vai deixar a vida política

Belo Horizonte – A disputa às duas vagas ao Senado por Minas Gerais nas eleições de outubro deste ano conta com o interesse de ao menos seis pré-candidatos já confirmados, além de outros nomes que aguardam definições partidárias para reivindicar a disputa ao cargo.
A ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT) se colocou como pré-candidata desde o início do ano, o que foi confirmado pelo Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE), instância que coordena as estratégias eleitorais do partido.
Apesar do interesse em disputar uma vaga à Casa Alta do Legislativo, o nome de Marília é constantemente colocado como um dos possíveis à disputa ao Palácio Tiradentes, possibilidade que ela rechaça veementemente.
O deputado federal Domingos Sávio (PL) é outro que já tem sua pré-candidatura confirmada na disputa ao Senado, tendo feito o lançamento em evento realizado em 2 de junho em Belo Horizonte, com a participação do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL).
O senador Carlos Viana (PSD) deve tentar a reeleição, após ser eleito pela primeira vez em 2018, com o apoio de 20,22% do eleitorado, o que equivaleu a quase 3,6 milhões de votos. O político, que também é apresentador e jornalista, tem uma longa carreira à frente de programas policiais em emissoras de TV e de rádio, no estado. O outro senador a encerrar o mandato, Rodrigo Pacheco (PSB), afirmou que deve deixar a vida política ao fim do ano.
O ex-secretário de governo de Minas Gerais Marcelo Aro (PP) é outro que está na disputa. Visando aumentar suas chances no pleito, o político reforçou ainda mais a presença junto a integrantes do clã Bolsonaro, inclusive participando, na Câmara de BH, do título de cidadão honorário a Flávio Bolsonaro, onde foi fortemente vaiado por parte do público presente.
A ex-deputada federal Áurea Carolina (Psol) também é pré-candidata e já defendeu, anteriormente, uma estratégia de “dobradinha” com a petista. Apesar do desejo, os partidos não têm nenhuma conversa de alinhamento visando a eleição.
O PSTU oficializou, nesta semana, o nome da professora e sindicalista Vanessa Portugal como pré-candidata a Câmara Alta.
Outros nomes podem surgir
A chapa do Partido Liberal, que já conta com o deputado federal Domingos Sávio, ainda pode ter o reforço do irmão do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), o ex-prefeito de Divinópolis Gleidson Azevedo (Republicanos).
A articulação do partido para que Cleitinho saia candidato ao governo de Minas Gerais pode fazer com que o PL ceda a outra vaga ao Republicanos. O cenário é fruto do aumento do “preço” da aliança entre os partidos, já que a revelação da relação entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcado, investigado pela Polícia Federal (PF) por suspeita de fraude bancária, afetou a candidatura do político bolsonarista.
O ex-governador de Minas Gerais Aécio Neves (PSDB) também é um dos cotados, mas, por hora, o político vem conversando com lideranças sociais e empresariais. Ele teve sua pré-candidatura a Presidência da República confirmada pelos tucanos, ideia gestada pelo ex-presidente do Cidadania Roberto Freire e que contou com a adesão do Solidariedade.
O deputado federal Reginaldo Lopes (PT) é outro que também já declarou interesse em disputar uma das vagas ao Senado, mas no atual cenário, a tendência é de que ele, que foi um dos petistas mais votados em Minas Gerais, seja candidato à reeleição a Câmara dos Deputados.














