
PT decide ter candidato em MG, mas precisa definir nome e convencer aliados
Liderança do PT mineiro afirmou que objetivo agora é tentar unificar o maior número de aliados em torno da candidatura da legenda

Belo Horizonte – A decisão do Partido dos Trabalhadores (PT) em lançar candidatura própria ao governo de Minas Gerais, tomada nesta quarta-feira (24/6), não resolve todos os problemas do partido. Agora, além de escolher um candidato, a legenda precisará convencer aliados a seguir na campanha.
O deputado federal Rogério Correia (PT-MG), que esteve presente no encontro que tomou a decisão, diz que o objetivo é aglutinar maior número de forças para decidir quem será o candidato.
“Ele (presidente Luiz Inácio Lula da Silva) também concorda que o melhor nesse quadro, depois da negativa do Rodrigo Pacheco, é uma candidatura própria, que tem mais condições de crescer, mas que é necessário que essa candidatura tente unificar o máximo de partidos aliados”, afirmou o parlamentar petista.
As articulações com outros partidos estão a cargo do presidente nacional do PT, Edinho Silva. A possível candidatura do senador Rodrigo Pacheco (PSB), que acabou não vingando, chegou a aproximar as legendas, mas, ao que tudo indica, por ora, as siglas devem seguir separadas em Minas.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA decisão também foi vista com cautela pelos outras duas siglas da federação, o PV e o PCdoB. O presidente do PV mineiro, Osvander Valadão, afirmou que deve aguardar a escolha do nome e as possibilidades de aliança.
Já o presidente do PCdoB de Minas, Wadson Ribeiro, disse que defendeu uma frente ampla, e que a candidatura não fosse de alguém da federação, como o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) e do ex-presidente da Câmara de BH Gabriel Azevedo (MDB).
Contudo, ele entende que, pelo tamanho, o PT exerce uma força maior de decisão, e que “tomada essa decisão, não havendo a possibilidade de outro cenário fora da federação, o que nos cabe é lutar para uma candidatura o máximo possível competitiva”.
A avaliação de outros aliados, sob a condição de anonimato, é que, caso a ex-prefeita de Contagem e pré-candidata ao Senado, Marília Campos (PT), não aceite o pedido da cúpula petista, o cenário não vai ser o ideal.
“Imagine uma candidatura a governador com as asas menores do que a candidata ao senado”, comentou a fonte.



