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Copa do Mundo 2026Minas Gerais

Mineiros criam queijo verde e amarelo para celebrar Seleção Brasileira

Produzido por estudantes em Juiz de Fora, queijo tem sabores de maracujá, pesto e clitória e será atração do Minas Láctea 2026

24/06/2026 03:00
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Instituto Candido Tostes/Divulgação
queijo com as cores da bandeira do Brasil

Belo Horizonte – A paixão dos mineiros pelo queijo ganhou uma versão especial para a Copa do Mundo 2026. Estudantes do curso superior de Tecnologia em Laticínios do Instituto de Laticínios Cândido Tostes (ILCT), em Juiz de Fora, desenvolveram um queijo nas cores da bandeira brasileira, combinando criatividade, inovação e sabores inusitados.

A iguaria apresenta camadas verde, amarela, azul e branca, sem a utilização de corantes artificiais. Cada cor foi obtida a partir de ingredientes naturais cuidadosamente selecionados pelos alunos durante o desenvolvimento do projeto.

Sabores representam as cores do Brasil

Mais do que reproduzir as cores da bandeira, os estudantes buscaram criar uma experiência gastronômica diferenciada.

queijo com as cores da bandeira do Brasil
Produção do queijo com as cores da bandeira nacional; os estudantes buscaram criar uma experiência gastronômica diferenciada.
O amarelo ganhou o toque agridoce do maracujá, enquanto o verde recebeu a intensidade do molho pesto. Já o azul foi obtido a partir do extrato da flor clitória, ingrediente de sabor neutro que também contribui para o visual único do produto.

Segundo o aluno Marcos Roberto Barbosa, a proposta era criar algo que homenageasse a Seleção Brasileira sem abrir mão do sabor.

“A ideia de fazer um queijo foi para homenagear a Seleção Brasileira, que está disputando mais uma Copa do Mundo. A gente não queria um queijo só com cores, queríamos um queijo também com sabores. O amarelo veio do agridoce do maracujá, o verde veio do molho pesto, que é um sabor mais acentuado, e o azul da planta clitória tem sabor neutro, assim como a parte branca, que mantém o sabor tradicional do queijo”, explicou.

Segurança alimentar foi prioridade

A iniciativa surgiu dentro das atividades acadêmicas do curso e passou por diversas etapas até alcançar o resultado esperado. Além da criatividade, o projeto também exigiu cuidados rigorosos para garantir a qualidade do produto. De acordo com a professora Denise Sobral, todos os ingredientes passaram por processos específicos para evitar riscos de contaminação.

“Tivemos toda uma preparação para dar tratamento térmico nesses produtos, para que não houvesse contaminação do queijo e para que ele ficasse bonito, saudável e seguro para consumo”, destacou a professora.

Queijo será atração do Minas Láctea

O produto ainda está em processo de maturação e deverá ter seu resultado final conhecido durante o Minas Láctea 2026, um dos maiores eventos do setor lácteo do país.

A feira será realizada entre os dias 14 e 16 de julho, em Juiz de Fora, e contará com a Expolac, espaço dedicado à apresentação e degustação de produtos inovadores desenvolvidos por instituições e empresas do segmento.

Quem visitar o evento poderá conhecer e degustar gratuitamente o queijo inspirado na bandeira brasileira.

Apesar da repercussão, a iguaria não será comercializada. Segundo os organizadores, o projeto foi criado com finalidade acadêmica e de demonstração tecnológica.

Enquanto o Brasil busca mais um título mundial dentro de campo, os estudantes mineiros já marcaram um gol de criatividade fora dele, transformando um dos maiores símbolos de Minas Gerais em uma homenagem saborosa à paixão nacional pelo futebol.