
Gabriel defende exploração de terras raras: “No chão não ajudam ninguém”.
Candidato Gabriel Azevedo defende exploração de terras raras, mas com transferência de tecnologia para Minas Gerais
Belo Horizonte – O candidato ao governo de Minas Gerais Gabriel Azevedo (MDB) defende que a exploração de minerais no estado sejam feitas em parcerias que prevejam a transferência de tecnologia de outros países para o Brasil e que haja, antes do início das operações, projetos de recuperação da área que será extraída.
“Minas Gerais tem essa porção substancial de terras raras e muitos dos nossos minerais são críticos para outros lugares. Deixar eles embaixo da terra não vai melhorar a vida de ninguém”, disse ao Metrópoles o candidato do MDB.
O político aponta que no Sul do estado existem terras raras que são usadas para fazer imãs, componentes importante para o funcionamento dos carros elétricos e que, com uma frota automobilística menos poluentes, também é possível reduzir os gastos estaduais com problemas respiratórios e enfermidades decorrentes.
“Enquanto a gente não tem a capacidade técnica para transformar isso num imã, posso ter bons contratos de cooperação com outras nações, em conjunto com o governo federal, para que haja a exploração, mas que tenha a vinda da tecnologia”, afirmou Gabriel.
A intenção, aponta o candidato, é trazer industrias que possam transformar commodities, sejam minerarias ou agrícolas, para o estado.
Para Gabriel, a exploração tem que acompanhar a necessidade da época e se não forem exploradas as terras raras, pode ser que em algumas décadas, as prioridades do mundo sejam outras e o material não tenha mais valor.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesO emedebista aponta que, antes da exploração iniciar, é necessário já estar acertado projetos de recuperação da área que será degradada e menciona o desejo de transformar a Serra do Curral, cartão postal de Belo Horizonte, em um parque municipal.
O que mais Gabriel disse ao Metrópoles
- Não revelou voto presidencial: “Sou muito mais do que um banquinho para um candidato a presidente subir. Aqui tem um candidato de verdade, com proposta de verdade.”
- Copasa: “O papel do próximo governador agora não é voltar atrás[na privatização]. Você cria um ambiente de insegurança jurídica com o governo estadual.”
- Concessão de rodovias: “O primeiro é não entregar o patrimônio, é conceder o serviço de manutenção.”
- Ferrovias: “Ferrovia não se faz com clique. Ela leva um tempão.”
- Filas de cirurgias: “Se a gente segue exemplos de onde já funcionou, você corta essas filas todas pela metade, pelo menos.”
- Segurança pública: “Se o crime está organizado, o Estado tem que estar também.”
- Servidores estaduais: “Você não pode tratar o servidor como inimigo.”
- Combate ao feminicídio: “Nenhuma mulher pode morrer por ser mulher.”
- Quer pagar a dívida de MG e não pedir uma renegociação: “Propag é ótimo; só discorda quem não leu”
O Metrópoles está fazendo uma série de entrevistas exclusivas com os concorrentes ao governo de Minas Gerais. Leia e assista às entrevistas com Alexandre Kalil (PDT), Flávio Roscoe (PL), Cleitinho Azevedo (Republicanos) e Henrique Áreas (PCO).











