
Roscoe: "Cleitinho tem pauta de apontar problemas; eu, de resolver".
Candidato de Flávio Bolsonaro destaca suas ações a frente da Fiemg e aponta que Cleitinho não ocupou cargos de gestão
Belo Horizonte – O candidato ao governo de Minas Gerais Flávio Roscoe (PL) busca convencer o eleitorado bolsonarista a votar nele e não no senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), que lidera as pesquisas eleitorais no estado até o momento. Para isso, ele reforça ser o candidato escolhido pelo presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) para a disputa em Minas Gerais e busca marcar suas diferenças em relação ao candidato do Republicanos.
Apesar de convergirem em alguns temas, o empresário afirma em entrevista ao Metrópoles que em outros eles se diferenciam fortemente e mencionou até mesmo a condução política como um destes sinais.
“O Cleitinho tem uma pauta de apontar problemas e eu tenho uma pauta de resolver problemas”, afirmou Roscoe.
Esta é a segunda entrevista exclusiva do Metrópoles Minas com os candidatos ao governo do estado. Veja a entrevista com Alexandre Kalil (PDT).
Ao afirmar que resolve problemas, o empresário se refere a seus anos à frente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), enquanto Cleitinho só ocupou cargos no Legislativo, responsável por fiscalizar atos do Executivo, além de criar leis.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesRoscoe também criticou a indefinição de Cleitinho durante a formação das chapas e afirmou que o senador só declarou apoio firme a Flávio Bolsonaro após o lançamento da candidatura do PL ao governo mineiro.
A candidatura de Roscoe foi, segundo correligionários, uma decisão própria de Flávio Bolsonaro, após o PL aguardar por muitas semanas uma possível candidatura de Cleitinho, que só ocorreu após a oficialização do empresário mineiro.
“Minhas propostas são muito claras, são muito firmes. Fico feliz que o Cleitinho já mudou a proposta inicial dele agora e está falando mais ou menos a mesmo que eu vinha falando. A diferença é que eu tenho experiência em fazer”, afirmou.
A candidatura de Roscoe foi lançada depois de o PL aguardar, por semanas, uma definição de Cleitinho. O Republicanos chegou a anunciar que o senador não disputaria o governo, mas voltou atrás e oficializou a candidatura dois dias depois de o PL apresentar o ex-presidente da Fiemg.
O empresário elencou como seus feitos a entrega da Fiemg com R$ 3 bilhões em caixa, o aumento de mais de 240 mil alunos no SESI; dobrar o número de colaboradores de 5.500 para 11 mil.
“Isso é fruto de muito trabalho, muito planejamento, muita visão estratégica. Claro que teve corte de custo, mas principalmente aumento de receita”, afirmou.
O que mais Roscoe disse ao Metrópoles
- Propôs instalar entre 100 mil e 200 mil câmeras em pontos estratégicos de Minas. Segundo ele, cada equipamento funcionaria “como uma viatura, ou melhor”, ao permitir a identificação e o acompanhamento de pessoas procuradas.
- Salários dos servidores: prometeu conceder reajustes para repor a inflação durante o mandato. Aumentos reais, segundo o candidato, dependeriam do crescimento da economia e da arrecadação estadual. Roscoe também defendeu prêmios por cumprimento de metas.
- Dívida de Minas: afirmou que o estado “não dará conta” de pagar integralmente as parcelas previstas pelo Propag. O candidato defendeu negociar a transferência de mais ativos para a União a fim de reduzir o saldo da dívida.
- Sistema prisional: defendeu ampliar o trabalho de presos, separar detentos conforme o grau de periculosidade e retirar tomadas ainda existentes nas celas para dificultar o uso de celulares em golpes.
- Terras raras: criticou a política defendida pelo governo federal para a cadeia dos minerais estratégicos. Roscoe considera equivocada uma eventual proibição da exportação da matéria-prima e defende incentivos para atrair a industrialização ao Brasil.
- Inteligência artificial: disse que pretende usar a tecnologia para acelerar a análise de processos administrativos e remanejar servidores para funções de fiscalização e atendimento à população.



