Duda Salabert: eleição terá intervenção externa e esquerda corre risco. Vídeo
Duda Salabert diz que derrotas da esquerda no Brasil são reflexo da “maior crise do capitalismo em sua história”
atualizado
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Belo Horizonte – A deputada federal Duda Salabert (PSol-MG) vê as dificuldades do governo Lula (PT) e da esquerda brasileira em geral como um reflexo da “maior crise do capitalismo em sua história”. Para ela, há um avanço do fascismo no mundo e haverá intervenção estrangeira na eleição brasileira para tentar beneficiar a direita. “Seja por meio do algoritmo [das redes sociais] ou de outra forma através do capital estrangeiro”.
A esquerda corre riscos nesse cenário, avaliou Duda em entrevista ao Metrópoles durante ato da esquerda mineira pelo Dia do Trabalhador nesta sexta (1º/5), em Belo Horizonte.
“Nós vivemos hoje a maior crise do capitalismo em sua história. E mundialmente há um desmonte dos direitos trabalhistas, avanço de governos ditatoriais. Então, o que está acontecendo aqui é reflexo numa luta mundial. Donald Trump é o protagonista. Crise climática, crise global, crise de direitos humanos, crise de trabalhista. Então nós estamos lutando, resistindo”, disse Duda Salabert.
Na entrevista, a parlamentar celebrou como vitória o avanço do debate sobre o fim da escala 6×1 no Congresso, mas alertou: “Nós não podemos baixar a guarda, porque nós temos que garantir a aprovação desse texto, mas também a aprovação do fim da pejotização no Brasil”.
Redes sociais e eleição
Para Duda Salabert, o “fascismo internacional” poderá interferir nas eleições deste ano do Brasil por meio do controle das redes sociais. “Eles têm o monopólio das redes sociais, por meios empresários, nós não regulamentamos as redes sociais no Brasil, infelizmente. Então eu tenho certeza, infelizmente, que esse ano vai ter intervenção na eleição, seja por meio do algoritmo ou de outra forma através do capital estrangeiro”, concluiu a parlamentar o PSol.
Eleição em Minas
Na mesma entrevista, Duda Salabert afirmou que não apoia o nome favorito de Lula para o governo de Minas Gerais, que é o senador Rodrigo Pacheco (PSB).
“O Rodrigo Pacheco representa esse modelo econômico do Romeu Zema, de avanço do neoliberalismo, e não é o que a gente quer para as Minas Gerais”,
Apesar de ter deixado o PDT, a parlamentar apoia a pré-candidatura do partido ao Palácio Tiradentes: a do ex-prefeito de BH Alexandre Kalil. Duda, porém, diz que o ex-presidente do Atlético-MG também não é o “candidato dos sonhos”.
“Para vencer um doido, só outro doido. Então, o Kalil vai vencer o Cleitinho. O Kalil não é o candidato dos sonhos, mas vai ser a derrota do pesadelo do Zema”, disse ela. Em referência ao senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG), que lidera as pesquisas de intenção de voto.

