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Minas Gerais

Diarista que matou casal agiu completamente sozinha, garante delegado

De acordo com o delegado, Gustavo Barletta, a diarista não recebeu informações sobre o casal antes de ir trabalhar com eles

14/07/2026 14:58
Reprodução/Redes sociais
Diarista Paola Stefany Neto Cirino, suspeita de matar casal em Minas é presa em hotel - Metrópoles

Belo Horizonte – Em entrevista, realizada nesta terça-feira (14/7), o delegado Gustavo Barletta, da Polícia Civil de Minas Gerais, afirmou que a diarista que matou o casal Cláudio Atala, de 75 anos, e Maria Clotilde Atala, de 76 anos, em Belo Horizonte “agiu completamente sozinha“.

Em um primeiro momento, logo que as investigações começaram, surgiram algumas dúvidas sobre a participação de um motorista de um carro de luxo que estava perto da residência dos idosos, no bairro São Pedro, região Centro-Sul, de Belo Horizonte, e que ficou alguns minutos até a diarista sair do local nesse carro, mas a participação dele foi descartada.

“Ficou completamente esclarecido que esse veículo não tem qualquer ligação com a criminosa. Ele é um motorista de aplicativo, um trabalhador, que se encontrava ali aguardando porque estava no momento do Jogo do Brasil, estava com pouquíssimas corridas. Então ele estava ali aguardando para ter uma chamada que ia aproveitando até para assistir o jogo. Então está completamente descartado a participação do veículo na fuga da Paola”, disse o delegado.

Além disso, ainda segundo o delegado, a diarista não recebeu nenhuma informação privilegiada a respeito da vida do casal ou dos pertences na residência que pudesse configurar a participação de outra pessoa.

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“Em algum outro contexto também, a investigação em todo o processo mostrou que ela agiu sozinha, tanto para a chegada na casa, não teve a chamada fita dada, tudo o que ela fez foi sozinha”, afirma Gustavo Barletta.

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Paola foi indiciada por duplo latrocínio após matar casal e roubar os pertences deles em BH
Diarista saindo da casa de Raphaella carregando bolsas
Raphaella diz ter sido dopada pela diarista em seu apartamento em BH
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Raphaella diz ter sido dopada pela diarista em seu apartamento em BH

Larissa Ricci/Metrópoles
Paola foi indiciada por duplo latrocínio após matar casal e roubar os pertences deles em BH
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Paola foi indiciada por duplo latrocínio após matar casal e roubar os pertences deles em BH

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Diarista saindo da casa de Raphaella carregando bolsas
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Diarista saindo da casa de Raphaella carregando bolsas

Divulgação/PCMG

 Encerramento do inquérito

Com a conclusão do inquérito sobre a morte do casal Cláudio Atala, de 76anos, e Maria Clotilde Atala, de 75 anos, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) indiciou, além da diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, mais quatro homens, por receptação qualificada, por terem adquirido os objetos que Paola roubou após matar os dois, no bairro São Pedro, em Belo Horizonte.

Eles procuraram os investigadores e afirmaram que não sabiam da origem ilícita dos produtos adquiridos.

Sobre o crime

As investigações apontam que Paola entrou no edifício por volta das 7h30 de 29 de junho, carregando apenas uma bolsa. Cerca de oito horas depois, às 15h30, ela deixou o prédio usando roupas diferentes e levando duas sacolas grandes e uma bolsa reconhecida pelos familiares como pertencente a Maria Clotilde.

A perícia constatou que Cláudio e Maria Clotilde foi morto com aproximadamente 43 facadas e a Maria Clotilde com cerca de 15 facadas.  Para a Polícia Civil, a violência empregada é incompatível com uma reação isolada durante um roubo e demonstra extrema crueldade. Após deixar o apartamento, segundo as investigações, a suspeita passou cerca de dois dias circulando entre Belo Horizonte e Itabira. Nesse período, ela se hospedou em um hotel na Savassi, fez refeições em restaurantes, utilizou carros de aplicativo, realizou compras e vendeu joias roubadas da casa das vítimas

Prisão

Paola foi presa na madrugada do dia 2 de julho, em um hotel de Itabira, região Central do estado durante uma operação do Departamento Estadual de Investigação de Crimes contra o Patrimônio (Depatri). Ela estava acompanhada do filho de 6 anos. Levantamentos indicaram que ela pretendia fugir para o estado do Rio Grande do Sul.

“Durante a ação, os policiais arrecadaram, entre outros materiais, R$ 18,8 mil, celulares, joias, semijoias, embalagens de relógios e joias, bolsas, perfumes, roupas, óculos e uma faca. Também foram apreendidos 165 comprimidos do medicamento que produz efeito sedativo em posse da investigada”, informa.

Reconstituição da morte no apartamento

A reconstituição no apartamento onde ocorreu o crime foi um dos últimos passos do inquérito da PCMG, antes do indiciamento por duplo latrocínio. Paola Stefany decidiu participar da reconstituição e ao chegar ao local foi hostilizada por vizinhos e populares que passavam por lá. Ela foi xingada de “assassina”e “vagabunda”.