Deputado do PT acusa Flávio Bolsonaro de “assédio judicial” após ação
Processo de Flávio Bolsonaro contra Rogério Correia foi motivado por vídeo que levanta suspeitas sobre imóveis comprados pelo senador
atualizado
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Belo Horizonte – O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) acusa o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) de fazer assédio judicial com o intuito de intimidá-lo por suas denúncias em relação ao financiamento do banqueiro Daniel Vorcaro, investigado por fraude bancária estimada em mais de R$ 50 bilhões, ao filme Dark Horse, inspirado na história do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O presidenciável processou o parlamentar por ter compartilhado em suas redes sociais um vídeo que levantava suspeitas sobre dois imóveis comprados por ele. As imagens mencionam possíveis irregularidades na aquisição de uma mansão de R$ 6 milhões em Brasília e outra de R$ 10 milhões em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro.
“Isso é lawfare, assédio judicial. Querem intimidar, impondo custos financeiros e criando uma cortina de fumaça para que o foco seja no processo e não no alvo da denúncia, mas não vai funcionar. Não funcionou das outras vezes e não é agora que vou abaixar a cabeça. Vamos continuar denunciando o que deve ser denunciado”, disse Correia.
Nessa quinta-feira (28/5), o mineiro foi condenado a indenizar outro membro da família Bolsonaro, no caso Jair, em R$ 20 mil também por ter compartilhado imagens alteradas com inteligência artificial que colocavam o ex-presidente junto a Vorcaro e ao ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.
“Os Bolsonaro querem ganhar a disputa política no grito. Esses processos são só mais uma tentativa de intimidação feita pela turma que se diz a favor da liberdade de expressão”, reclamou o parlamentar mineiro.
Flávio Bolsonaro processa Twitter
Em abril deste ano, o senador Flávio Bolsonaro recorreu à Justiça para obrigar que o Twitter seja obrigado a informar dados pessoais de perfis que tenham feito alguma crítica a ele. A defesa da empresa alegou que a medida é contrária à liberdade de expressão.
O senador justificou o pedido alegando que há uma campanha para difamá-lo e caluniá-lo nas redes sociais e que as publicações “transcendem os limites do direito à liberdade de expressão”
As postagens que incomodaram o político o chamam de “miliciano”, “narcomiliciano” e que faz “rachadinha para financiar a milícia”.
