Crime em BH muda rotina de vizinhas: "Dá medo contratar diarista".
Durante a reconstituição da morte de casal, vizinhas relatam preocupação na hora de contratar diaristas
Belo Horizonte – O latrocínio de um casal de idosos no bairro São Pedro, em Belo Horizonte, mudou a forma como moradores da região lidam com a contratação de diaristas. Durante a reconstituição do crime nesta quarta-feira (8/7), vizinhas afirmaram que passaram a ter mais receio de receber prestadores de serviço dentro de casa e disseram que agora pretendem exigir mais referências.
Vizinhas do casal morto em BH pela diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, acompanham nesta quarta a reconstituição do crime que chocou a cidade e falaram com a imprensa se dizendo preocupadas com a contratação de prestadores de serviço.
No mesmo local estão profissionais que trabalham como diaristas e relataram como o caso está prejudicando toda a categoria. “Ninguém confia mais”, lamentou uma profissional com 20 anos de experiência.
As vizinhas se reuniram na porta do prédio onde ocorreu o crime, em 25 de junho, na hora que a diarista chegou para participar da reconstituição no apartamento, no bairro São Pedro. A reconstituição é parte do inquérito que deverá indiciar Paola por duplo latrocínio.
Uma das vizinhas disse que tem uma diarista há 40 anos e já se preocupa na hora de procurar uma nova pessoa para ajudar nos serviços, já que a pessoa que trabalha com ela há muitos anos irá se aposentar.
Outra moradora do bairro defendeu a pena de morte para casos desse tipo. As vizinhas não conheciam o casal, mas moram perto do local onde o crime ocorreu.
A diarista Paola, que não tinha passagens pela polícia e foi indicada às vítimas por um parente, agora é suspeita de ter feito mais roubos, sem nunca ser descoberta.
Paola dopou o casal Cláudio Atala, de 75 anos, e Maria Clotilde Atala, de 76 anos.
Reconstituição
O duplo latrocínio que assustou a capital mineira na última semana está sendo reconstituído pela Polícia Civil mineira nesta quarta-feira (8/7), com a participação da principal suspeita, que está presa. Ao chegar algemada ao local, na região Centro-Sul de BH, a diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, foi xingada de “vagabunda” e “assassina” por pessoas que estavam presentes e por vizinhos nas janelas.


