Copasa questiona ranking que aponta BH entre piores em perdas de água

Companhia afirma que índice correto de perdas na capital é de 38%, e não 68,29%, como divulgado pelo levantamento nacional

atualizado

metropoles.com

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Imagens cedidas ao Metrópoles
Água jorrando na calçada em BH
1 de 1 Água jorrando na calçada em BH - Foto: Imagens cedidas ao Metrópoles

Belo Horizonte – A Copasa emitiu uma nota, nesta quarta-feira (20/5), afirmando que o índice correto de perdas de água em Belo Horizonte é de 38%. O dado contradiz o Ranking do Saneamento, que coloca a capital entre as piores do país na distribuição de água: segundo o levantamento, 68,29% da água tratada se perde antes de chegar às torneiras.

A empresa disse que o erro ocorreu durante a migração de dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) para o Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (SINISA).

“A Companhia esclarece que BH integra o sistema integrado de abastecimento de água da Região Metropolitana, no qual são computados volumes produzidos fora dos limites do município. Com a migração do SNIS para o SINISA, as informações técnicas de abastecimento passaram a exigir maior detalhamento por parte dos prestadores de serviço. Nesse processo, o campo referente ao volume importado foi preenchido de forma equivocada no registro de dados de 2025″, explicou.

Problema resolvido

Um vazamento que desperdiçava água havia semanas na rua Azevim, no bairro Jaqueline, na região Norte de Belo Horizonte, foi resolvido após denúncia publicada no Metrópoles.

“É um volume expressivo de água limpa indo embora. A gente vê isso como uma sacanagem, porque água é um bem precioso e caro”, afirmou, nessa terça (19/5), Samuel César. Segundo ele, moradores chegaram a registrar reclamações junto à Copasa. Apesar de um prazo inicial de atendimento previsto para 13 de maio, o contratempo não havia sido resolvido até então.

Nesta quarta, ao passar pelo local, Samuel gravou um novo vídeo mostrando que o vazamento havia sido solucionado.

Outro caso

Contudo, o problema se repete em outras regiões da cidade. A reportagem flagrou outro grande vazamento na avenida Bias Fortes, próximo ao número 815, no bairro Lourdes. Imagens mostram a força da água jorrando do asfalto.

Às 13h51, a Copasa informou que uma equipe estava em deslocamento para o local para realizar o reparo do vazamento. Até o fechamento da publicação não havia informações se o problema havia sido resolvido.

As consequências

Os danos causados por esse tipo de irregularidade são enormes. “Isso sobrecarrega as fontes hídricas e gera desperdício de dinheiro com tratamento de água. A meta nacional é reduzir as perdas para até 25% até 2033, mas BH ainda está longe desse índice”, disse Ivan Rocatelli, do Instituto Trata Brasil, nessa terça (19), à reportagem do Metrópoles.

Na segunda-feira (18/5), um acidente envolvendo um cano da Copasa provocou grande desperdício  e fez com que uma mulher tivesse a casa inundada por lama no bairro Califórnia, na região Noroeste.

Investimento

Outro destaque negativo do levantamento do Instituto Trata Brasil é o investimento em saneamento básico: R$ 77,24 por habitante, valor cerca de 66% inferior ao recomendado pelo Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab) para universalizar os serviços até 2033.

Em resposta, a Copasa afirmou que “a relação de investimentos por habitante em um único ano” não considera os diferentes níveis de universalização já alcançados pelos municípios.

Segundo a companhia, BH já supera as metas previstas para 2033, com mais de 99% de cobertura de água e 95% de esgoto tratado em 2025. A estatal informou ainda que renegociou recentemente o contrato de concessão da capital, prevendo novos investimentos em segurança hídrica e melhoria dos serviços.

 

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