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Minas Gerais

MG: catadores fazem paralisação e solicitam encontro com Álvaro Damião. Vídeo

Categoria reivindica reequilíbrio econômico-financeiro dos contratos entre as associações e a PBH; e contratação de triagem de materiais

Thiago Bonna12/06/2026 19:12, atualizado 12/06/2026 19:34
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Belo Horizonte – As Associações e Cooperativas de Catadores de Materiais Recicláveis iniciaram, nesta sexta-feira (12/6), uma paralisação por tempo indeterminado e realizaram uma manifestação na porta da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH).

Eles afirmam que, em fevereiro de 2025, foram informados por representantes da Superintendência de Limpeza Urbana (SLU) de que o Executivo municipal tinha recursos disponíveis para implementar a contratação do serviço de triagem dos materiais recicláveis.

A categoria também pede que haja um reequilíbrio econômico-financeiro dos contratos, demanda solicitada desde 2021.

“A gente vem lutando há três anos pedindo a contratação da triagem dos materiais e já tínhamos negociado isso com o Fuad (Noman). Ele tinha disponibilizado R$ 7 milhões para essa contratação e, desde fevereiro de 2025, a gente está nessa negociação, nesta conversa e não implanta o pagamento por essa prestação de serviço”, afirmou Neli Souza Medeiros, representante do movimento nacional dos catadores.

Em nota, as cooperativas e associações afirmam que a paralisação é uma medida extrema, mas que é decorrente da falta de respostas concretas aos pleitos dos últimos anos.

“Os catadores desempenham papel fundamental na gestão de resíduos sólidos de Belo Horizonte, contribuindo para a reciclagem, a preservação ambiental, a redução dos resíduos encaminhados aos aterros sanitários e a geração de trabalho e renda para centenas de famílias”, destacam.

Eles se reuniram com o superintendente da SLU, Breno Serôa da Motta, e saíram com expectativa de se encontrar com o prefeito Álvaro Damião (União Brasil) até a próxima quarta-feira e planejam entregar uma carta com reivindicações.

Paralisação pode afetar coleta de materiais

A categoria afirma que “infelizmente, durante o período de paralisação, os materiais recicláveis poderão deixar de ser coletados nas rotas atendidas”, mas eles solicitam que a separação siga ocorrendo pela população.

“Solicitamos que a população continue realizando a separação dos materiais recicláveis, preservando esse importante hábito ambiental e seu compromisso com a sustentabilidade. A participação dos cidadãos é fundamental para a reciclagem, a redução dos resíduos destinados aos aterros e a manutenção de uma política pública que promove inclusão social, geração de renda e benefícios ambientais para toda a cidade”, afirmaram.

Posicionamento da PBH

A Prefeitura de Belo Horizonte afirma que vem investindo na melhoria da coleta seletiva e nas condições de trabalho da categoria, destacando que instalou esteiras de triagem horizontal em quatro galpões.

A municipalidade destaca que o programa está sendo revisado e que estão realizando estudos, além de projetos de reforma e aquisição de veículos para o transporte de materiais e outras melhorias.

Leia na íntegra a nota da PBH

A SLU informa que o diálogo com as cooperativas e associações de catadores é permanente, e a Prefeitura vem investindo na melhoria da coleta seletiva e das condições de trabalho da categoria. Recentemente, a Prefeitura instalou esteiras de triagem horizontal em quatro galpões de cooperativas de catadores: Coopesol Leste, Coopersoli Barreiro, Asmare (Unidade II) e Coomarp. O investimento foi de cerca de R$ 1 milhão. Em 2025, seis novos caminhões compactadores foram entregues às associações e cooperativas de catadores de materiais recicláveis da capital, para a renovação da frota. Foram investidos R$ 3,91 milhões. Todo o material recolhido pela coleta seletiva é destinado pela Prefeitura a essas entidades. A SLU também atua na manutenção dos galpões utilizados para o trabalho e realiza o pagamento do aluguel daqueles que não pertencem ao patrimônio da PBH.

Cabe ressaltar que o programa de coleta seletiva está sendo revisado e que os estudos, construídos com a participação dos catadores, estão em andamento. Também estão em andamento projetos de reforma e adequação de galpões, aquisição de veículos para o transporte de materiais, além da compra de equipamentos de apoio operacional para otimizar a infraestrutura e oferecer melhores condições de trabalho nos galpões, como equipamentos para cozinhas e áreas de convivência.

A SLU reafirma que permanece aberta ao diálogo com todos os setores envolvidos na coleta seletiva da capital.