
Candidato do PCB ao governo de Minas explica como seria gestão comunista.
Túlio Lopes, candidato do PCB, defende a formação de conselhos populares para discutir e propor soluções ao governo de Minas
Belo Horizonte – O candidato do PCB ao governo de Minas Gerais, Túlio Lopes, afirmou que, caso seja eleito, pretende “convocar o povo trabalhador a tomar o poder”. Em entrevista ao Metrópoles, ele defendeu a criação de conselhos populares para participar das decisões do governo.
“Um eventual governo comunista seria um governo dos trabalhadores e das trabalhadoras. Formaríamos conselhos populares e enfrentaríamos os problemas estruturais e históricos de Minas Gerais”, explicou.
A afirmação foi feita quando Túlio respondeu quais seriam suas primeiras medidas no Palácio Tiradentes. Apesar disso, Túlio reconhece que a disputa é desigual, principalmente em relação a vultuosa quantia que alguns adversários possuem frente a sua.
“Nossa campanha é pra valer! Nossa campanha está presente nas redes (sociais), nas ruas, nas praças, mesmo com as dificuldades da disputa totalmente desigual. Só para a gente ter uma ideia, tem alguns candidatos que receberam mais de R$ 10 milhões”, comentou.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesDiálogo com movimentos sindicais, populares e intelectuais são apontados pelo candidato como pontos que ajudam sua campanha a desenvolver um programa melhor.
Além disso, ele defende que a liderança sindical tem como uma conquista concreta a manutenção da Universidade Estadual de Minas Gerais, como instituição pública, e acusa o ex-governador Romeu Zema (Novo) de tentar privatizá-la.
“Foram conquistas concretas da nossa atuação enquanto líder sindical, enquanto liderança política desse movimento de oposição ao governo Romeu Zema e Matheus Simões. Nós fizemos esse enfrentamento. E o que destaca da nossa candidatura é que ele surge diretamente da luta dos servidores públicos”, avaliou.
O candidato também prometeu assinar um compromisso de combate ao feminicídio, adotar ações para erradicar o trabalho escravo e abrir uma negociação sobre as perdas de Minas com a Lei Kandir.
O Metrópoles Minas fez uma série de entrevistas exclusivas com os concorrentes ao governo mineiro. Leia e assista às entrevistas com Alexandre Kalil (PDT); Flávio Roscoe (PL); Cleitinho Azevedo (Republicanos); Henrique Áreas (PCO); Gabriel Azevedo (MDB); Indira Xavier (Unidade Popular); Mateus Simões (PSD); Ben Mendes (Missão) e Rafael Duda (PSTU).
Na economia, Túlio Lopes defendeu o fim das renúncias fiscais concedidas a grandes empresas e uma auditoria da dívida estadual. Segundo ele, os recursos seriam destinados à recomposição salarial dos servidores e à ampliação dos investimentos em saúde e educação.
Túlio também propôs convocar um referendo popular sobre a reestatização da Copasa. Para o candidato, a venda da empresa não era necessária para a adesão de Minas ao Propag e retirou do estado o controle de um serviço essencial.
O que mais Túlio Lopes disse ao Metrópoles
- Defendeu recomposição salarial imediata dos servidores pela inflação
- Propôs destinar 1% do orçamento à UEMG e à Unimontes
- Prometeu pagar integralmente o piso nacional do magistério
- Defendeu um fundo social financiado pela atividade minerária
- Propôs reativar a Companhia de Habitação de Minas Gerais
- Disse que manteria a conclusão dos hospitais regionais
- Criticou o Propag e defendeu uma auditoria da dívida mineira
- Propôs um referendo para reestatizar a Copasa



