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Eleições 2026Minas Gerais

Gabriel sobre a dívida de MG: “Propag é ótimo; só discorda quem não leu”.

Candidato do MDB ao governo de MG, Gabriel Azevedo afirma que Propag é a melhor condição que já existiu para renegociação da dívida estadual

15/09/2026 02:00

Belo Horizonte – O candidato ao governo de Minas Gerais Gabriel Azevedo (MDB) discorda de boa parte de seus adversários em relação ao Programa de Pleno Pagamento de Dívida dos Estados (Propag), que permite a equalização da dívida de R$ 180 bilhões que o estado tem com a União.

Até mesmo o concorrente Patrus Ananias (PT), nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa ao Palácio Tiradentes, defende que haja uma renegociação do que já foi acertado com a União e gostaria de acertar investimento em educação, saúde e segurança alimentar em troca dos pagamentos.

“O Propag é ótimo. Só discorda do Propag quem não leu, quem não teve a curiosidade de entender todos os processos, todos os documentos que existem. Minas Gerais reconhece, em 2025, uma dívida de R$ 179 bilhões. Estamos falando de uma porção de modalidades que existiam para Minas Gerais optar, e Minas Gerais opta pela modalidade que parcela essa dívida sem juros”, afirmou o emedebista Gabriel.

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Gabriel é candidato ao governo de Minas
Candidato ao governo de MG Gabriel Azevedo
Gabriel Azevedo (MDB)
Gabriel Azevedo (MDB) fala ao Metrópoles
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Gabriel Azevedo (MDB)
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O Propag foi aprovado pelo Congresso com o objetivo de renegociar as dívidas de Minas e outros estados.

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O Metrópoles está fazendo uma série de entrevistas exclusivas com os concorrentes ao governo de Minas Gerais. Leia e assista às entrevistas com Alexandre Kalil (PDT), Flávio Roscoe (PL), Cleitinho Azevedo (Republicanos) e Henrique Áreas (PCO).

Gabriel compara a situação ao pagamento de um cartão de crédito no qual, por meio de um acordo, não incidirá juros sobre o valor total, apenas correção pela inflação.

Para isso, o Estado disponibilizou uma série de ativos para o governo federal escolher, que devem corresponder a 20% do valor total da dívida, hoje equivalente a algo em torno de R$ 35 bilhões. Além de investir um por cento em infraestrutura e educação em Minas e outro por cento em um fundo nacional, para não prejudicar os estados que estão com as contas em dia.

“Quem critica o governo federal não entende essa boa condição que é justamente você ter no primeiro ano, 2027, pagamento de 20% da parcela, depois 40%, depois 60%, depois 80% e só no próximo mandato de governador você paga a parcela cheia. É a melhor condição que já existiu na história da renegociação da dívida de Minas Gerais. Isso foi costurado pelo presidente da Assembleia e pelo presidente do Congresso Nacional”, afirmou Gabriel.

O projeto foi desenvolvido pelo então presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSB-MG) em parceria com o governo federal, governos estaduais e com auxilio do presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), Tadeu Martins Leite (MDB).

Para buscar reduzir ainda mais os custos, Gabriel ainda propõe que sejam revistos os benefícios fiscais a empresas, algo que, na estimativa deste ano, deve representar uma renúncia por volta dos R$ 27 bilhões.


O que mais Gabriel disse ao Metrópoles

  • Não revelou voto presidencial: “Sou muito mais do que um banquinho para um candidato a presidente subir. Aqui tem um candidato de verdade, com proposta de verdade.”
  • Copasa: “O papel do próximo governador agora não é voltar atrás[na privatização]. Você cria um ambiente de insegurança jurídica com o governo estadual.”
  • Concessão de rodovias: “O primeiro é não entregar o patrimônio, é conceder o serviço de manutenção.”
  • Ferrovias: “Ferrovia não se faz com clique. Ela leva um tempão.”
  • Filas de cirurgias: “Se a gente segue exemplos de onde já funcionou, você corta essas filas todas pela metade, pelo menos.”
  • Segurança pública: “Se o crime está organizado, o Estado tem que estar também.”
  • Servidores estaduais: “Você não pode tratar o servidor como inimigo.”
  • Combate ao feminicídio: “Nenhuma mulher pode morrer por ser mulher.”
  • Terras raras: “Deixar [os minerais] embaixo da terra não vai melhorar a vida de ninguém. Tem que explorar com inteligência e com agregação de valor.”