
MG: candidato do PSTU quer suspender pagamento da dívida de R$ 179 bilhões.
Candidato ao governo de Minas Rafael Duda defende que seja feita uma auditoria na dívida para avaliar a origem do passivo
Belo Horizonte – O candidato ao governo de Minas Gerais Rafael Duda (PSTU) defende que dívida de Minas Gerais com a União, em torno de R$ 180 bilhões, tenha seu pagamento suspenso e que seja alvo de uma auditoria para avaliar o passivo.
“Não é a dívida de Minas, como que ela salta de uma forma tão grande nos últimos períodos?! Vamos suspender o pagamento da dívida, fazer uma auditoria e, a partir disso, reestatizar os principais setores da economia e mudar essa política fiscal”, afirmou o candidato em entrevista ao Metrópoles.
O valor da dívida, que em 2002 estava em R$ 35 bilhões, chegou a 2019 avaliada em R$ 114 bilhões. O valor teve um salto durante a gestão do governador Romeu Zema (Novo), após o antecessor Fernando Pimentel (PT) ter conseguido liminares judiciais para não pagar os juros.
A decisão judicial foi alongada pelos últimos oito anos, mas permitindo que os valores saltassem para mais de R$ 208 bilhões, segundo o Portal da Dívida Pública Estadual, site da Secretaria de Estado da Fazenda de Minas Gerais.
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Duda aponta que o grande problema é o processo de reprimarização que atingiu o Brasil nos últimos anos, relembrando que o país já chegou a ser produtor de chips.
“Você pega todo esse dinheiro das commodities e ele vive para especulação. Esse dinheiro, quando sobra dos acionistas, vão jogar para comprar dívida no país. Ao não desenvolver absolutamente nada, você pega dinheiro com a União. Esse dinheiro serve para reinvestir nestes setores, não é pra saúde, não é para educação, não é para nada disso, depois você fica com uma dívida da União que é desta especulação”, afirmou.
O que mais disse Rafael Duda ao Metrópoles
- O candidato defende que os incentivos financeiros priorizem pequenos empresários e agricultores familiares, em detrimento a multinacionais ou grandes empresas estrangeiras, que, segundo ele, integram estes valores na margem de lucro.
- “Os incentivos fiscais hoje são para o bilionários. O pequeno empresário, o setor da agricultura camponesa, não tem incentivo. O que tem incentivo é para esses grandes empresários para garantir o máximo de lucro”, alegou. Rafael também defende que a recomposição e o aumento salarial de funcionários públicos, como policiais, professores e outras categorias, poderá ocorrer com o aumento da arrecadação ao finalizar os incentivos fiscais das grandes empresas.
- O candidato também propõe revogar a privatização da Companhia de Água e Saneamento de Minas Gerais (Copasa) e interromper qualquer processo de privatização, tanto da Companhia de Energia Elétrica de Minas Gerais (Cemig) quanto da Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig).



