BH ganha UTIs com IA e terá novo curso de Medicina na Santa Casa
Em visita à capital, ministro Alexandre Padilha inaugurou leitos inteligentes no HC-UFMG e autorizou a graduação médica na Santa Casa

Belo Horizonte – Com a integração oficial do Hospital das Clínicas da UFMG (HC-UFMG) à Rede Nacional de UTIs Inteligentes, a capital mineira deu um passo na modernização da saúde pública nesta quinta-feira (2/7). A iniciativa, inaugurada pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, utiliza Inteligência Artificial (IA) para o monitoramento contínuo de pacientes em estado grave.
No HC-UFMG, 10 leitos de terapia intensiva agora contam com um sistema de IA que analisam prontuários 24 horas por dia. O software emite alertas automáticos sobre riscos iminentes e prioriza atendimentos, reduzindo a necessidade de conferência manual constante à beira do leito.
O ministro Padilha assegurou que todo o manejo de informações respeita rigorosamente a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). A meta é que, até o final de 2026, o Brasil conte com 280 leitos tecnológicos distribuídos em 13 estados. Até o momento, além de Minas Gerais, apenas hospitais do Rio de Janeiro já operam com o novo sistema.
Além dos leitos, foi entregue a primeira ambulância inteligente do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em Minas Gerais, equipada com tecnologia 5G. O veículo transmite sinais vitais dos pacientes em tempo real para o hospital. Isso permitirá que a equipe médica providencie o atendimento necessário para o paciente antes mesmo da chegada da ambulância.
De acordo com Padilha, essa inovação é fruto de parcerias internacionais com países como China e Coreia do Sul, contando com um financiamento previsto de R$ 1,7 bilhão via Novo Banco de Desenvolvimento (Banco dos Brics) para expandir a rede por todo o Brasil.
Santa Casa ganha curso de Medicina
Outro anúncio de destaque foi a habilitação da Santa Casa de BH para a abertura de seu próprio curso de Medicina. A expectativa é que as matrículas comecem em 2028, com vagas ofertadas pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu).
Para reforçar a assistência, a unidade também recebeu um novo tomógrafo de alta definição, avaliado em R$ 1,6 milhão, que deve ampliar a capacidade de exames de 1.500 para 2.500 por mês.


