BH: esquerda faz ato contra Flávio Bolsonaro e rebate Allan dos Santos. Vídeo

Protesto, em frente à Câmara Municipal, contesta entrega do título de cidadão honorário a Flávio Bolsonaro (PL)

atualizado

metropoles.com

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Belo Horizonte –  Manifestantes se reúnem na tarde desta terça-feira (2/6) em frente à Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH), no bairro Santa Efigênia, na Região Leste de Belo Horizonte, para protestar contra a concessão do título de cidadão honorário ao senador Flávio Bolsonaro (PL). O ato foi convocado por movimentos sociais, coletivos populares e torcidas organizadas.

Entre as críticas, eles questionaram quais contribuições o senador teria feito para BH para justificar o recebimento da honraria.

Felipe Gomes, um dos organizadores do ato, rebateu acusações divulgadas pelo influenciador bolsonarista Allan dos Santos sobre a organização do protesto. Ele afirmou que o grupo de WhatsApp criado para mobilizar a manifestação teria sido acusado de planejar um ataque contra Bolsonaro. “A extrema direita só sabe falar mentira e começaram a difamar um pai de família”, disse.

Gomes também destacou que o ato era pacífico e relembrou uma prisão ocorrida durante um protesto contra o ex-governador Romeu Zema (Novo). “A única vez que eu fui preso foi porque eu gritei: ‘Salve a Serra do Curral’, na orelha de Romeu Zema”, afirmou. Segundo ele, a manifestação tinha como objetivo protestar contra a homenagem concedida ao senador, sem promover qualquer tipo de violência.

Durante o ato, uma das principais críticas dos manifestantes foi a relação entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro.

“O que aconteceu com os R$ 61 milhões que a empresa recebeu de doação do Vorcaro? É isso que ele precisa responder”, questionou Denise Romano, coordenadora-geral do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), durante discurso em cima do carro de som.

Os participantes também citaram desvios envolvendo aposentados do Rio de Janeiro e cobraram explicações sobre o destino dos recursos. “É disso que nós estamos falando aqui. É de gente que bateu a carteira do maior bandido que fez o maior golpe financeiro neste país”, disse Denise.

Princípio de confusão

Houve um princípio de confusão após pessoas favoráveis a Flávio Bolsonaro se aproximarem da manifestação. Do carro de som, um dos organizadores pediu que os participantes não reagissem às provocações, mantivessem a calma e deixassem a situação ser resolvida pela Polícia Militar (PMMG).

Ele orientou os manifestantes a permanecerem no espaço reservado ao protesto contrário à homenagem ao senador.

Esquema especial de segurança

Preocupada com a possibilidade de tumulto, a PMMG e equipes de segurança do Legislativo estão implementando um esquema especial de segurança.

A entrada principal ficou reservada para a entrada do pré-candidato, aliados e manifestantes bolsonaristas. Já os manifestantes que repudiam a homenagem ficam na entrada dois. A PM deverá fazer uma divisória para evitar confrontos entre os dois grupos.

Faixas pela cidade

Pela manhã, faixas em repúdio ao parlamentar amanheceram espalhadas por diferentes regiões da capital. Entre as mensagens, havia críticas à relação de Flávio com o banqueiro Daniel Vorcaro, manifestações contrárias à homenagem  e acusações de que a família Bolsonaro integra uma “milícia”.

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