Eduardo Bolsonaro agradece a Trump e tenta se desvincular de tarifaço

Eduardo classificou como “fake news irresponsável” a narrativa de que a relação entre a família Bolsonaro e Trump teria resultado em sanções

atualizado

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Flávio Bolsonaro, Paulo Figueiredo, Eduardo Bolsonaro e Donald Trump
1 de 1 Flávio Bolsonaro, Paulo Figueiredo, Eduardo Bolsonaro e Donald Trump - Foto: Reprodução/Redes sociais

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro usou as redes sociais, nesta terça-feira (2/6), para agradecer a recepção do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante visita realizada na semana passada ao Salão Oval da Casa Branca.

Na publicação, ele negou que o governo norte-americano teria aplicado novas tarifas ao Brasil por influência da família Bolsonaro.

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Flávio Bolsonaro e Donald Trump na Casa Branca
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O ex-parlamentar autoexilado nos Estados Unidos classificou como “fake news irresponsável” a narrativa de que a relação entre a família Bolsonaro e a Casa Branca teria resultado na adoção de medidas econômicas contra o Brasil.

Segundo Eduardo, houve uma longa conversa com Trump durante a visita, e não haveria intenção de o presidente norte-americano “punir o povo brasileiro” em razão do que chamou de “crimes do regime de exceção no Brasil”. No texto, ele também afirmou que a atuação de seu grupo político tem como alvo “facções terroristas e tiranos”, e não empresas ou cidadãos brasileiros.

Confira post:

A publicação ocorre em meio ao aumento das tensões entre as diplomacias. Na noite dessa segunda-feira (1º/6), o governo dos Estados Unidos anunciou uma sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros, sob a alegação de práticas consideradas prejudiciais ao comércio norte-americano.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atribuiu a decisão à atuação da família Bolsonaro na Casa Branca e citou diretamente a visita de Flávio ao governo norte-americano. O senador, por sua vez, negou ter incentivado qualquer medida econômica contra o Brasil.

Nesta terça, Trump divulgou uma foto ao lado do senador Flávio Bolsonaro no Salão Oval da Casa Branca. Na publicação, o presidente dos Estados Unidos elogiou o parlamentar brasileiro e disse ter sido “muito bom” recebê-lo.

“Foi muito bom ter Flávio Bolsonaro no Salão Oval da Casa Branca — um jovem inteligente que ama muito o seu país, o Brasil!”, escreveu Trump.

Flávio Bolsonaro nos EUA

Flávio foi recebido por Trump na Casa Branca na última terça-feira (26/5). Durante a visita, o senador afirmou ter solicitado ao presidente norte-americano que as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) fossem classificadas como organizações terroristas pelos Estados Unidos.

Um dia após a visita, o Departamento de Estado dos EUA estabeleceu que as facções serão oficialmente incluídas, a partir de 5 de junho, na lista de Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs, na sigla em inglês) e também na categoria de Terroristas Globais Especialmente Designados (SDGT).O senador também relatou ter discutido temas como tarifas comerciais, terras raras e cooperação em segurança pública.

Em agendas paralelas em Washington, Flávio se reuniu ainda com o secretário de Estado, Marco Rubio, e com o vice-presidente J. D. Vance. De acordo com o senador, Vance abordou questões relacionadas à liberdade de expressão no Brasil durante o encontro.

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