Caso Helena: mãe é indiciada por morte de bebê de 10 meses.
Roberto Levy Oliveira Magalhães, primo do "ficante" de Ysabelle, também foi indiciado pela Polícia do Ceará por homicídio culposo

A Polícia Civil do Ceará concluiu a investigação relacionada ao caso da bebê de 10 meses que morreu em Fortaleza (CE). Mãe da menina Helena, Ysabelle Rodrigues foi indiciada pela morte da criança.
Em nota, a Polícia Civil informou que, após a investigação e emissão do laudo da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce), o inquérito foi concluído e pediu o indiciamento de duas pessoas.
- A mãe de Helena, de 29 anos, pelo crime de homicídio culposo comissivo por omissão;
- Roberto Levy Oliveira Magalhães, de 26, pelo crime de homicídio culposo. Ele é primo de Francisco Ray, de 22, “ficante” de Ysabelle. Francisco não foi indiciado.
Defesa de Ysabelle Rodrigues
A defesa da mãe de Helena, por meio do advogado Weryd Simões, afirmou que o indiciamento da cliente é um “grave equívoco na condução deste inquérito policial”.
“Trata-se da mesma investigação que, antes de esclarecer os fatos, promoveu a prisão de pessoas inocentes, arruinou reputações, submeteu cidadãos à exposição pública e colocou vidas em risco, circunstâncias que serão oportunamente demonstradas nos autos”, diz a nota.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesO advogado aponta, ainda, que acredita na condução do processo e destaca que o indiciamento não significa a condenação. “A defesa está convicta de que o Ministério Público do Estado do Ceará realizará uma análise técnica, criteriosa e independente dos elementos constantes dos autos, e, se necessário, o Poder Judiciário restabelecerá a correta aplicação da Justiça”, pondera.
Weryd Simões pontua, também, que o indiciamento de Ysabelle imputa à mulher um sofrimento ainda maior, para além da morte da filha.
“Ao atribuir à mãe da bebê responsabilidade criminal pela morte da própria filha, tenta-se impor a ela um sofrimento ainda maior. A mais severa das penas já lhe foi imposta pela própria vida: a perda irreparável de sua filha, de apenas 10 meses. Não existe sanção mais cruel do que a dor de uma mãe que sepulta o própria filha. Essa é uma pena perpétua, irreversível e impossível de ser mensurada, que ela já suporta todos os dias”, ressalta o defensor da mãe de Helena.
Defesa de Francisco Ray
A defesa de Francisco Ray, preso após a morte da menina, destacou que desde o início o cliente alegou inocência.
“Ele não foi indiciado por nenhuma prática de crime que tenha culminado no falecimento da criança Helena, como esta defesa sempre sustentou desde o início”, declarou Gleicy. A advogada afirmou que os dois indiciados no caso deverão responder pelo crime de homicídio culposo.

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Ver todas“Francisco Ray colaborou integralmente com a apuração dos fatos, permaneceu à disposição das autoridades”, diz em nota enviada ao Metrópoles.
A advogada também afirmou que Francisco está profundamente abalado com os recentes acontecimentos, marcados por uma “forte exposição pública” e pelo “julgamento antecipado ao qual foi submetido”. A defesa declarou que avaliará as medidas legais cabíveis para a responsabilização pelos prejuízos que o cliente sofreu em decorrência da prisão e da imputação indevida do crime.
O Metrópoles não localizou a defesa de Roberto Levy Oliveira Magalhães. O espaço segue aberto para eventuais manifestações.
Entenda o caso
- Helena morreu no último dia 13 de julho, após ser levada pela mãe a um hospital de Fortaleza;
- Segundo relato prestado à polícia, Ysabelle Rodrigues afirmou que decidiu procurar atendimento médico ao perceber que a filha passava mal durante uma festa em um apartamento;
- Em depoimento, Ysabelle afirmou que conheceu Francisco Ray Magalhães poucos dias antes do crime;
- Segundo ela, antes do ocorrido, participou de uma festa de aniversário do avô e do tio dele;
- Depois, foi convidada para uma confraternização em um apartamento no bairro Dionísio Torres;
- A mãe relatou que dormia em uma rede com Helena, mas decidiu levá-la para um quarto porque a criança estaria tossindo por causa do ar-condicionado;
- Nesse momento, disse ter discutido com Roberto Levy e, em seguida, afirmou que “apagou”. Quando acordou, percebeu que a filha estava em outra posição;
- Segundo o depoimento, ela viu Roberto Levy sobre a criança, o empurrou e saiu correndo para pedir ajuda. Naquele momento, acreditava que Helena havia se engasgado.




