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Eleições 2026Minas Gerais

Após revés com Pacheco, PT mineiro enfrenta resistência de Marília

Marília Campos avalia decisão do PT mineiro como "equívoco estratégico" e defende uma frente ampla na disputa ao governo de Minas

25/06/2026 12:37
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Reprodução/Redes Sociais
Marília Campos, ex-prefeita de Contagem

Belo Horizonte – A decisão do Partido dos Trabalhadores (PT) de Minas Gerais de lançar candidatura própria ao governo estadual, anunciada nessa quarta-feira (24/6), carrega a expectativa de convencer a ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT) a aceitar a tarefa de concorrer ao Executivo.

Contudo, o trabalho de persuasão não será dos mais fáceis já que, desde que as pré-candidaturas começaram a ser colocadas, ainda no final de 2025, Marília sempre descartou a possibilidade e deixou claro que lhe interessa apenas disputar uma das duas vagas ao Senado. As pesquisas de intenção de voto feitas até agora ajudam Marília a argumentar que ela tem chances boas no pleito.

Um dia após o anúncio, que foi tomado em uma reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT); deputados federais mineiros; a presidente do diretório estadual, Leninha; e a executiva nacional, a ex-prefeita petista veio classificar a medida, que ela entende como legítima do ponto de vista partidário, de “equívoco estratégico”.

Ela, assim como alguns correligionários e membros da federação, que conta com PV e PCdoB, apesar de divergirem do nome fora da federação que poderia ser apoiado, defende uma frente ampla junto de partidos, como o PSB, MDB, PDT, Rede e Psol.

O nome de Marília sempre esteve em voga desde que foi iniciado os debates sobre os potenciais candidatos ao Palácio Tiradentes. Uma possibilidade que ela sempre descartou. Inclusive alegando que a insistência em ter seu nome na disputa era uma tentativa de “fogo amigo”.

A avaliação de fontes do partido é que a petista acredita que os quatro anos do governador Fernando Pimentel (PT), que não foi reeleito em 2018, ainda pesam contra o partido em uma disputa e que essa herança pode ser explorada por adversários.

“A realidade política de Minas e os desafios de 2026 exigem capacidade de diálogo, construção de consensos e alianças amplas. Reproduzir uma disputa fortemente polarizada tende a recolocar no centro do debate conflitos que pouco contribuem para enfrentar os problemas concretos dos mineiros”, afirmou a parlamentar em nota divulgada nesta quinta-feira (25/6).

Uma pesquisa interna encomendada pelo PT mineiro indicam que, na disputa ao governo de Minas Gerais, Marília Campos aparece com quase 20% das intenções de voto. Sendo a filiada mais bem colocada.

Atrás dela aparecem os deputados federais Reginaldo Lopes e Rogério Correia, em empate técnico, com pouco mais de 10%.