
Após revés com Pacheco, PT mineiro enfrenta resistência de Marília
Marília Campos avalia decisão do PT mineiro como "equívoco estratégico" e defende uma frente ampla na disputa ao governo de Minas

Belo Horizonte – A decisão do Partido dos Trabalhadores (PT) de Minas Gerais de lançar candidatura própria ao governo estadual, anunciada nessa quarta-feira (24/6), carrega a expectativa de convencer a ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT) a aceitar a tarefa de concorrer ao Executivo.
Contudo, o trabalho de persuasão não será dos mais fáceis já que, desde que as pré-candidaturas começaram a ser colocadas, ainda no final de 2025, Marília sempre descartou a possibilidade e deixou claro que lhe interessa apenas disputar uma das duas vagas ao Senado. As pesquisas de intenção de voto feitas até agora ajudam Marília a argumentar que ela tem chances boas no pleito.
Um dia após o anúncio, que foi tomado em uma reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT); deputados federais mineiros; a presidente do diretório estadual, Leninha; e a executiva nacional, a ex-prefeita petista veio classificar a medida, que ela entende como legítima do ponto de vista partidário, de “equívoco estratégico”.
Ela, assim como alguns correligionários e membros da federação, que conta com PV e PCdoB, apesar de divergirem do nome fora da federação que poderia ser apoiado, defende uma frente ampla junto de partidos, como o PSB, MDB, PDT, Rede e Psol.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesO nome de Marília sempre esteve em voga desde que foi iniciado os debates sobre os potenciais candidatos ao Palácio Tiradentes. Uma possibilidade que ela sempre descartou. Inclusive alegando que a insistência em ter seu nome na disputa era uma tentativa de “fogo amigo”.
A avaliação de fontes do partido é que a petista acredita que os quatro anos do governador Fernando Pimentel (PT), que não foi reeleito em 2018, ainda pesam contra o partido em uma disputa e que essa herança pode ser explorada por adversários.
“A realidade política de Minas e os desafios de 2026 exigem capacidade de diálogo, construção de consensos e alianças amplas. Reproduzir uma disputa fortemente polarizada tende a recolocar no centro do debate conflitos que pouco contribuem para enfrentar os problemas concretos dos mineiros”, afirmou a parlamentar em nota divulgada nesta quinta-feira (25/6).
Uma pesquisa interna encomendada pelo PT mineiro indicam que, na disputa ao governo de Minas Gerais, Marília Campos aparece com quase 20% das intenções de voto. Sendo a filiada mais bem colocada.
Atrás dela aparecem os deputados federais Reginaldo Lopes e Rogério Correia, em empate técnico, com pouco mais de 10%.



