Aliança de Republicanos e PL em MG segue dependendo de acordo nacional
O ex-prefeito de Patos de Minas, Luiz Eduardo Falcão, afirmou que acordo entre partidos depende de apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro
atualizado
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Belo Horizonte – O ex-prefeito de Patos de Minas Luiz Eduardo Falcão (Republicanos) afirmou que, apesar de não estar fechado, o Partido Liberal (PL) e o Republicanos já vêm conversando sobre a possibilidade de uma chapa pura na disputa ao governo de Minas Gerais. O nome preferido para encabeçar a chapa é do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG), e o do político patense é um dos cotados para a vaga de vice.
A negociação passaria pelo apoio nacional do Republicanos ao pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL) na disputa à Presidência da República, e ao apoio aos dois senadores que seriam indicados ou apoiados pelo PL. No momento, apenas o deputado federal Domingos Sávio (PL-MG) está confirmado na corrida à Casa Alta do Legislativo brasileiro.
“O PL está pleiteando tudo que tem direito, o que é natural, o apoio a presidente, apoio ao Senado, a questão da composição da chapa também. O melhor para Minas vai ser feito. É um momento de um ceder um pouco, o outro também e eu espero que a gente consiga fazer essa composição”, afirmou Falcão em entrevista ao Metrópoles.
O presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, se reuniu na semana passada com o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, para buscar a costura entre os partidos, o que também passaria pela questão em Minas.
Falcão participou de um jantar com lideranças do PL, com Flávio e com figuras do setor produtivo, nesta segunda-feira (1º), em Belo Horizonte, na casa do presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe, outro postulante a vice na chapa. Ele também irá recepcionar o bolsonarista em sua base eleitoral.
Com a proximidade do prazo para definir, o político patense vem buscando mostrar para o clã bolsonarista as credenciais que o capacitariam para integrar a chapa. Ele ressalta o fato de ter sido reeleito prefeito de Patos de Minas com 85,19%, no pleito de 2024; e sua gestão durante a pandemia de Covid-19. Segundo ele o município foi entregue para a atual administração sem nenhuma dívida e que eles pagaram “quase tudo”.
Após passar quase três dias em Belo Horizonte, onde participou de reuniões com aliados locais para tratar do cenário eleitoral e eventos de pré-campanha, onde contou com a presença da militância, Flávio Bolsonaro seguirá para a Festa Nacional do Milho (Fenamilho), antes de retornar a Brasília.
Dark Horse pode ter aumentado o preço da aliança
Inicialmente, lideranças do PL mineiro afirmaram que o objetivo era ter uma chapa mista, com um candidato do Republicanos, preferencialmente Cleitinho, e um vice da sigla. Mas, com a divulgação dos áudios entre Flávio e o banqueiro Daniel Vorcaro, suspeito de ser o idealizador de uma fraude bancária superior a R$ 50 bilhões, o preço do apoio ficou mais alto.
Questões envolvendo o filme Dark Horse, que homenageia o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), também vem sendo um problema para o presidenciável. Suspeitas sobre a origem dos recursos usados na produção audiovisual e até uma operação da Polícia Civil de São Paulo sobre um possível desvio de R$ 26 milhões de emendas estaduais para uma outra empresa gerida pela produtora Karina Gama, tornaram as negociações com outras legendas mais complexas.
Com a situação, o Republicanos passou a cogitar até mesmo lançar Cleitinho ao cargo de presidente. Se isso ocorrer, Falcão seria o preferido para encabeçar a disputa em Minas Gerais.
Rompimento da relação com o PT
A costura entre o Republicanos e o PL poderia encerrar a atípica relação com o governo federal. Em tese, o partido integra a base aliada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), inclusive com um filiado no primeiro escalão, o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, mas vários de seus parlamentares são alinhados ao bolsonarismo.
No início deste ano, Marcos Pereira alegou ver com dificuldade a possibilidade da sigla em apoiar a reeleição do petista e alegou que estão entre um nome de oposição ou a decisão pela neutralidade.
O Republicanos possui uma relação umbilical com a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), tendo sido fundada, em 2005, por pastores e lideranças religiosas.
