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GDF quer centro de reabilitação para pacientes com sequelas da Covid

De acordo com secretário de Saúde, Osnei Okumoto, 25% dos pacientes já recuperados retornam à rede para tratar de complicações da doença

Caio Barbieri18/03/2021 04:45, atualizado 17/03/2021 23:29
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O secretário de Saúde, Osnei Okumoto, afirmou que o Governo do Distrito Federal (GDF) estuda a criação de um centro de reabilitação para pacientes que tiveram Covid-19 e desenvolveram sequelas. A declaração ocorreu durante uma coletiva à imprensa, realizada nessa quarta-feira (17/3), no Palácio do Buriti.

De acordo com o titular da Saúde, cerca de 25% dos pacientes acometidos por sintomas mais graves da doença e que necessitaram de internação acabam acabam retornando aos leitos de assistência avançada da rede hospitalar para tratar de complicações tardias ocasionadas pelo Sars-Cov-2. Eles seriam atendidos, então, no novo centro de referência.

“Esses pacientes que saíram de UTIs podem evoluir para doenças e complicações 6 meses após a Covid. A gente tem observado que grande parte das pessoas que tiveram Covid lidam, possivelmente, com sequelas relativas a problemas cardíacos, sequelas neurológicas, problemas na coagulação sanguínea e também nas questões psiquiátricas. Estamos já viabilizando a criação de um centro de recuperação desses pacientes porque entendemos que o número é muito grande”, detalhou Okumoto.

De acordo com o gestor, grande parte desses pacientes acaba evoluindo a óbito por não ter atendimento específico para tratar o tipo de sequela resultante da infecção da Covid-19.

“Estamos aqui trabalhando para fazer o atendimento imediato desses pacientes. Mas também para que, futuramente, a gente possa fazer o atendimento crônico desses pacientes”, reforçou.

“Temos a necessidade de manutenção dos leitos não Covid, porque muitas vezes o paciente sai de uma vaga Covid. Por isso, a gente precisa ter uma programação para fazer o atendimento desses pacientes. Isso é uma medida imediata, a fim de não só aumentar os leitos de UTI para a doença, mas também para, futuramente, que essas vagas adquiridas pela secretaria, não são os alugados, tenha esse serviço para os pacientes que ‘cronificaram'”, sublinhou o secretário de saúde.