Descubra as bases das confeitarias mais consumidas no Brasil
Além da nossa e da adaptação nacional das estrangeiras, temos também alguns tipos diferentes, cada delícia com suas peculiaridades
atualizado
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Nada como saciar a vontade de comer um doce. E por que não ir além e se entregar à formiguinha que tem dentro de você? Sobremesa certamente é a parte das refeições mais ligada ao prazer, e felizmente apresenta diversas versões para isso.
Conheça os diferentes estilos de confeitarias do mundo que estão espalhadas pelas cidades do Brasil. Cada uma com suas peculiaridades e cada vez mais especializadas. Veja alguns exemplos abaixo!
Confeitaria brasileira
A confeitaria brasileira possui forte influência da portuguesa, que falarei adiante, mas acabou se desenvolvendo mais em cima de uma paixão nacional: o leite condensado. O ingrediente é base do pudim, do doce de leite comercial e do tão amado brigadeiro.
Nossa confeitaria é considerada puxada para o doce, para os padrões mundiais. Mas, embora usem esse fator como crítica para a confeitaria nacional, eu sou do grupo que acredita que é apenas uma característica dela. Se o seu paladar não se adapta, aí é uma questão de doce, porém não podemos considerar um defeito.
Confeitaria portuguesa
Vários produtos dela estão presentes em nossas tradicionais padarias e até geraram doces brasileiríssimos, como é o caso do quindim. Deste já é possível inferir a base da confeitaria portuguesa: os ovos. Em especial, as gemas.
A razão é histórica. Os quitutes surgiram nos conventos portugueses, das mãos das freiras, que usavam as claras de ovo para engomar seus hábitos. Como consequência, sobravam as gemas, que eram misturadas com açúcar e geravam os mais diversos docinhos amarelados.
Assim como a confeitaria nacional, são mais carregados no açúcar e mais recomendados para as formiguinhas. Os principais representantes são os pastéis de Belém, ovos moles de Aveiro e os travesseiros de Sintra. Fato curioso e perceptível é que eles costumam carregar no nome a região ou cidade de origem!
Confeitaria francesa
É a mais difundida no Brasil e, possivelmente, no mundo. Bastante vasta e com doces icônicos como creme brûlée, mil folhas, eclair (bomba de chocolate) e inúmeras tortas, possui uma característica geral: é equilibrada no dulçor.
Os doces verdadeiramente franceses não são muito carregados no açúcar e costumam agradar tanto o paladar de quem não curte muito um docinho, quanto de quem adora se perder no açúcar.
Confeitaria japonesa
Existe a confeitaria nipônica tradicional e a mais contemporânea, muito baseada na francesa. Entretanto, é ainda mais discreta no açúcar do que as origens europeias. Como toda a gastronomia dessa cultura, os sabores são discretos e tendem a valorizar mais os ingredientes. É comum que seu doce venha principalmente de frutas e outros ingredientes naturais.
Algumas são tão delicadas que é até difícil definir se são sobremesas ou não. Como exemplo das tradicionais, temos o mochi (bolinho de feijão). Na contemporânea, os doces levam os nomes dos preparos franceses, mas, como já dito, são ainda menos açucarados.
Confeitaria italiana
Também bastante vasta e um pouco mais carregada no açúcar do que a francesa, a confeitaria italiana destaca-se, principalmente, por seus cremes. Tiramisù, gelatos, zabaione. E por que não os semifredos?
A maioria das sobremesas são baseadas em derivados lácteos e abusam dessa textura untuosa. A ricota também marca presença em diversos doces, sendo os mais famosos a torta deste queijo e o recheio dos canollis.
Regiões italianas que são produtoras de castanhas (como é o caso da Sicília e seus deliciosos pistaches) também fazem muito uso dessas.
Confeitaria árabe
Os doces árabes também são encontrados por todo país e possuem uma peculiaridade. A base deles é, normalmente, massa folhada, castanhas e mel. Se não mel, alguma calda feita à base deste ou de água de rosas. Ou até mesmo dos dois.
São sabores bastante específicos, não muito doces e bastante perfumados. Verdadeiras iguarias.










