Azeite de oliva fraudado? Identifique um bom azeite pelo rótulo

Para fugir de produtos de baixa qualidade, aprenda quais informações analisar nas embalagens

atualizado 03/10/2019 14:54

Divulgação

O Ministério da Agricultura suspendeu a venda de 33 marcas de azeites de oliva nesta quarta-feira (02/10/2019). O motivo? Fraude. Na garrafa da maioria destas marcas havia mais do que azeite: o “suco de azeitona” foi misturado com óleo de soja e óleos de origem desconhecida.

A iniciativa é parte da Operação Isis e analisou rótulos coletados entre 2017 e 2018. As marcas suspensas são: Aldeia da Serra, Barcelona, Casa Medeiros, Casalberto, Conde de Torres, Dom Gamiero, Donana (premium), Flor de Espanha, Galo de Barcelos, Imperador, La Valenciana, Lisboa, Malaguenza, Olivaz, Oliveiras do Conde, Olivenza, One, Paschoeto, Porto Real, Porto Valencia, Pramesa, Quinta da Boa Vista, Rioliva, San Domingos, Serra das Oliveiras, Serra de Montejunto, Temperatta, Torezani (premium), Tradição, Tradição Brasileira, Três Pastores, Vale do Madero e Vale Fértil.

Para ajudar você a fugir de produtos de baixa qualidade, o Paladar organizou um guia de como identificar um bom azeite. Já avisamos: se houve fraude, não será possível dizer pela embalagem se o azeite foi adulterado ou não, afinal, é exatamente essa a informação omitida pelos fabricantes. No entanto, sabendo quais dados do rótulo avaliar, é possível identificar bons azeites e, assim, evitar comprar produtos ruins ou adulterados.

Como escolher azeite pelo rótulo. Na hora de escolher um azeite, fique de olhos nas seguintes informações:

Acidez: é um fator importante, mas não o único determinante de qualidade. Quanto mais as características da azeitona forem mantidas, “mais virgem” será o azeite. Os extravirgens têm acidez igual ou inferior a 0,8%. Nos virgens, ela varia de 0,8% a 2%. A partir de 2%, o azeite precisa ser refinado e vira óleo de oliva, perde seus aromas e pode ser tratado como qualquer outro óleo vegetal neutro, como o de soja ou de milho.

Local de produção e de envase: se eles forem diferentes, desconfie. Por exemplo, um azeite produzido em Portugal, mas engarrafado no Brasil, foi transportado a granel para cá. A viagem em tonéis possivelmente irá expor o produto à luz e ao calor, o que pode acarretar oxidação e outras perdas nas qualidades sensoriais. Além disso, viajando para ser envasado significa ainda mais tempo percorrido entre produção e consumo, o que nos leva ao próximo item.

Safra: quanto mais fresco o azeite, melhor. Guarde essa máxima. Azeite jovem tem cor viva, perfume intenso e nenhum sabor de ranço (neste quesito, brilham os brasileiros, que chegam fresquinhos ao mercado). Por isso, procure por azeites da última safra: na Europa ela é entre setembro e outubro; no Brasil, em torno de abril. Normalmente, essa informação é indicada apenas por pequenos produtores já que, no Brasil, não é obrigatório constar a data de fabricação no rótulo, apenas a de vencimento.

Data de validade: não sabendo a data de produção, a de vencimento também pode ajudar a indicar a idade do azeite. A validade é, em geral, dois anos depois da fabricação. Se você comprar um azeite que está prestes a vencer, significa que ele está na prateleira há quase dois anos e já passou do seu “ponto áureo”. Não vai fazer mal à saúde, mas provavelmente já não terá mais os aromas e sabores vívidos que deveria ter.

Origem do produtor: também desconfie se essa informação não estiver no rótulo. Se a origem de produção está sendo omitida, são grandes as chances que óleos de diferentes locais e procedências tenham sido misturados, o que acarreta em qualidade inferior.

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