Para um café mais limpo e equilibrado, conheça os coadores de cerâmica

Aos não dispensam um bom coado mas não gostam de bebidas ácidas, a dica é procurar casas com métodos como o Koar e o Torch Mountain

JP Rodrigues/MetrópolesJP Rodrigues/Metrópoles

atualizado 20/02/2019 15:24

O café especial caiu no gosto do brasiliense de forma que surpreende até mesmo os donos de cafeterias. É claro, muita gente chega às casas sem conhecer bem esse universo, mas boa parte dos consumidores está escolada. Questiona o sensorial dos grãos, conversa com o barista, pergunta qual o melhor método para aquele microlote.

Este é um dos momentos mais deliciosos na descoberta do café especial: entender como cada método valoriza um tipo de sensorial no café. Por exemplo, os coados, como a Hario V60, geralmente destacam mais as notas frutadas e florais de um café, e a acidez tende a ficar mais acentuada. Se você não gosta de bebidas ácidas, mas não dispensa um bom coado, não se desespere: algumas cafeterias da cidade têm modelos ideais para isso, os coadores de cerâmica.

Favorito do campeão brasileiro de barista de 2018, Thiago Sabino, o Koar foi desenvolvido em Pernambuco pelo publicitário Fernando Sá e pelo engenheiro mecatrônico Filipe Santiago, em parceria com a barista Lidiane Santos. A peça de cerâmica vitrificada tem 16 sulcos em forma de onda, que impedem o contato direto do filtro de papel com as paredes do método, liberando mais rapidamente a passagem da água.

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A barista Ju Morgado, do Gentil Café, joga um grão moído no Koar: método criado em Pernambuco

 

“Ele traz uma bebida mais doce, de acidez baixa. Mesmo que o grão seja ácido, é possível equilibrar. Sai um líquido mais limpo no quesito óleos aromáticos: ele extrai o sensorial do café, mas não é tão oleoso como na prensa francesa”, descreve Ju Morgado, barista no Gentil Café.

O curioso é que cada peça é única: pintado à mão, o coador tem cores vivas e variadas e foi inspirado nas asas de uma borboleta.

Outro coador com proposta parecida é o Torch Mountain, da marca Kurasu, de Kyoto, no Japão. Existe um exemplar em Brasília, que pertence a Cyntia Ashiuche, proprietária do Salve Café Maravilha. Desenhado para extração de cafés com torra mais clara, a peça tem cinco buracos no fundo, sendo um maior que os outros: agiliza a passagem do café para a jarra.

“O Torch Mountain equilibra, traz doçura ao café. Ele tem um escoamento regular e rápido, consegue balancear a acidez com a doçura. Eu gosto muito de usar nele os grãos que trazem um perfil floral, mais aberto, porque traz esses sabores adocicados”, descreve Cyntia.

Gentil Café
410 Sul, Bloco B, Loja 36. 61 3546-8651. De segunda a sexta, das 12h às 20h; sábado, das 9h às 18h

Salve Café Maravilha
CLN 116, Bloco B, Loja 46. Terça e sexta, das 10h às 20h; sábado e domingo, das 10h às 20h

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