metropoles.com

Confira dicas para entender as informações na embalagem do seu café

Quanto mais dados, melhor. O Metrópoles explica como cada elemento do rótulo funciona

atualizado

Compartilhar notícia

Rafaela Felicciano/Metrópoles
Café Los Baristas
1 de 1 Café Los Baristas - Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

O mercado de cafés especiais está em franco crescimento no Brasil: o consumo deixou de acontecer unicamente em idas às cafeterias. Pacotes do insumo, seja em grãos ou moído, estão disponíveis não só em lojas especializadas, mas também em sites de compras e até mesmo em supermercados. Para os iniciantes, fica a dúvida: o que fazer com todas as informações disponíveis nos rótulos?

O dado que primeiro salta aos olhos é a variedade do grão. No Brasil, algumas comuns são catuaí, catucaí, mundo novo e bourbon.

“Para explicar o que é, muita gente associa com as uvas viníferas. Mas, no vinho, a diferença entre variedades é muito mais destacada. No café, depende da safra, dos processos que vieram depois da colheita. Não existe isso de uma variedade ter sabor mais achocolatado”, alerta o mestre de torra e barista responsável pela Belini, Luiz Gustavo Manso.

A necessidade de informar dados sobre a variedade veio com a terceira onda do café, iniciada em 2002 nos EUA: a bebida passou a ser tratada como produto da gastronomia, similar aos queijos e vinhos. A filosofia é valorizar pequenos torrefadores, que promovem marcas e grãos regionais, de produtores familiares e de cooperativas.

 

Dessa forma, em muitas embalagens de cafés especiais constam dados como a variedade do grão, a região de cultivo, o nome da fazenda e, muitas vezes, a história dos produtores. Mesmo sem influenciar tanto o sabor da bebida, as informações atestam a qualidade do grão.

“Quanto mais dados você tiver da origem daquele produto, melhor. É um atestado para você literalmente rastrear aquilo, para saber que não estão te enganando, entender os processos pelos quais o café passou”, avalia Luiz.

O que procurar?
Nem toda informação na embalagem serve para atestar a origem do café. Na hora de comprar seu pacote, Luiz indica: o mais importante é verificar a data da torra. “Isso de pedir pela internet é muito cômodo, mas pode ser complicado. Às vezes, o produto chega com 40 dias da torra. Aqui, com dois dias, já vai para a prateleira. O frescor tem tudo a ver com qualidade”, avisa.

As embalagens podem ter outras informações capazes de traçar o perfil do café adquirido. Para Sulayne Shiratori, proprietária da Los Feliz Café, um bom crivo para quem está aprendendo é procurar selos de qualidade: UTZ, Rainforest, biodinâmicos e orgânicos. “Se a pessoa quer comprar no supermercado, deve procurar o selo da Abic, uma garantia da ausência de fraudes”, orienta.

Por fim, entender os processos pelos quais o café passa após a colheita pode ajudar na escolha do produto final. Os identificados como “processo natural” são grãos colhidos no ápice da maturação e secados em terreiros, com casca e tudo.

Outro procedimento é o chamado “cereja descascado”, ou CD, em que os frutos passam por um descascador antes de irem para a secagem. “O café descascado ou despolpado sai mais leve, aromático, suave, com acidez brilhante e pronunciada. Como um vinho mais tânico. Por isto os americanos apreciam tanto o colombiano, porque eles não têm estiagem bem-definida e optam por esse processo”, comenta Sulayne.

Procedimentos como o honey e a fermentação controlada resultam em cafés complexos, de sabor amanteigado, que não agradam a todos os paladares.

Compartilhar notícia

Quais assuntos você deseja receber?

sino

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

sino

Mais opções no Google Chrome

2.

sino

Configurações

3.

Configurações do site

4.

sino

Notificações

5.

sino

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNotícias Gerais

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e receber notificações em tempo real?

Notificações