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Televisão

Césio-137: onde estão os restos do material radioativo? Veja fotos

Série Emergência Radioativa, da Netflix, rememorou o acidente com o Césio-137 e abriu questionamentos sobre onde está o material

10/04/2026 17:00
Hugo Barreto/Metrópoles @hugobarretophoto
Área onde permanecem armazenados os rejeitos do acidente radiológico com Césio-137, no Parque Estadual Telma Ortegal, em Abadia de Goiás, dentro do Centro Regional de Ciências Nucleares do Centro-Oeste - Metrópoles

Após o sucesso da minissérie Emergência Radioativa, da Netflix, que revisita o acidente com o Césio-137 em Goiânia, em 1987, uma pergunta viralizou entre espectadores: afinal, onde estão os restos da substância radioativa que matou quatro pessoas e vitimou tantas outras?

Todo o material contaminado – incluindo casas demolidas, solo, roupas, utensílios domésticos e outros – foi levado para um depósito definitivo em Abadia de Goiás, cerca de 20 km de Goiânia.

Veja fotos do local:

Césio-137: onde estão os restos do material radioativo? Veja fotos - destaque galeria
21 imagens
Área onde permanecem armazenados os rejeitos do acidente radiológico com Césio-137, em Abadia de Goiás
Área onde permanecem armazenados os rejeitos do acidente radiológico com Césio-137, em Abadia de Goiás
Israel Baptista dos Santos, vítima do Césio-137
Maria Gabriela, tia de Leide e esposa de Devair Alves Ferreira, dono do ferro velho onde a cápsula de Césio foi aberta
Leide das Neves Ferreira, uma das mais marcantes vítimas do Césio-137
Área onde permanecem armazenados os rejeitos do acidente radiológico com Césio-137, no Parque Estadual Telma Ortegal, em Abadia de Goiás, dentro do Centro Regional de Ciências Nucleares do Centro-Oeste
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Área onde permanecem armazenados os rejeitos do acidente radiológico com Césio-137, no Parque Estadual Telma Ortegal, em Abadia de Goiás, dentro do Centro Regional de Ciências Nucleares do Centro-Oeste

Hugo Barreto/Metrópoles @hugobarretophoto
Área onde permanecem armazenados os rejeitos do acidente radiológico com Césio-137, em Abadia de Goiás
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Área onde permanecem armazenados os rejeitos do acidente radiológico com Césio-137, em Abadia de Goiás

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Área onde permanecem armazenados os rejeitos do acidente radiológico com Césio-137, em Abadia de Goiás
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Área onde permanecem armazenados os rejeitos do acidente radiológico com Césio-137, em Abadia de Goiás

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Israel Baptista dos Santos, vítima do Césio-137
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Israel Baptista dos Santos, vítima do Césio-137

Maria Gabriela, tia de Leide e esposa de Devair Alves Ferreira, dono do ferro velho onde a cápsula de Césio foi aberta
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Maria Gabriela, tia de Leide e esposa de Devair Alves Ferreira, dono do ferro velho onde a cápsula de Césio foi aberta

Arquivo/Polícia Federal
Leide das Neves Ferreira, uma das mais marcantes vítimas do Césio-137
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Leide das Neves Ferreira, uma das mais marcantes vítimas do Césio-137

Divulgação
Túmulo de Admilson Alves. Não há fotos disponíveis dele
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Túmulo de Admilson Alves. Não há fotos disponíveis dele

Hugo Barreto/Metrópoles @hugobarretophoto
Túmulo de Israel Batista
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Túmulo de Israel Batista

Hugo Barreto/Metrópoles @hugobarretophoto
Túmulo de Leide das Neves
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Túmulo de Leide das Neves

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Túmulo de Maria Gabriela Ferreira
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Túmulo de Maria Gabriela Ferreira

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Túmulos das quatro vítimas do acidente radiológico com Césio-137 permanecem próximos entre si, em área separada das demais sepulturas do cemitério
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Túmulos das quatro vítimas do acidente radiológico com Césio-137 permanecem próximos entre si, em área separada das demais sepulturas do cemitério

Hugo Barreto/Metrópoles @hugobarretophoto
Cápsula de onde saiu o Césio-137 que causou desastre em Goiânia
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Cápsula de onde saiu o Césio-137 que causou desastre em Goiânia

Reprodução/Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN)
Assim como mostrado na série, recipiente com Césio-137 ficou dias em uma cadeira na Vigilância Sanitária
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Assim como mostrado na série, recipiente com Césio-137 ficou dias em uma cadeira na Vigilância Sanitária

Reprodução/Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN)
Demolição de casas contaminadas pelo Césio-137
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Demolição de casas contaminadas pelo Césio-137

Reprodução/Agência Internacional de Energia Atómica
Demolição do Ferro Velho onde cápsula de Césio-137 foi aberta pela 1ª vez
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Demolição do Ferro Velho onde cápsula de Césio-137 foi aberta pela 1ª vez

Reprodução/Agência Internacional de Energia Atómica
Velório das vítimas
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Velório das vítimas

Reprodução/Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN)
Demolição de casas contaminadas pelo Césio-137
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Demolição de casas contaminadas pelo Césio-137

Reprodução/Agência Internacional de Energia Atómica
Radiolesão provocada pelo Césio-137 em Goiânia
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Radiolesão provocada pelo Césio-137 em Goiânia

Reprodução/ Livro Césio 137 - 37 anos: A história do acidente radioativo em Goiânia
Manejo do recipiente com Césio-137 na Vigilância Sanitária
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Manejo do recipiente com Césio-137 na Vigilância Sanitária

Reprodução/ Livro Césio 137 - 37 anos: A história do acidente radioativo em Goiânia
Milhares de pessoas precisaram medir seus níveis de radioatividade
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Milhares de pessoas precisaram medir seus níveis de radioatividade

Reprodução/ Livro Césio 137 - 37 anos: A história do acidente radioativo em Goiânia
Terreno onde funcionava o ferro-velho de Devair Alves Ferreira, que se tornou palco do acidente radiológico com Césio-137, em Goiânia, em 1987. Hoje, o local está abandonado
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Terreno onde funcionava o ferro-velho de Devair Alves Ferreira, que se tornou palco do acidente radiológico com Césio-137, em Goiânia, em 1987. Hoje, o local está abandonado

Hugo Barreto/Metrópoles @hugobarretophoto

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Os rejeitos foram enterrados e concretados e foi construído o Centro Regional de Ciências Nucleares do Centro-Oeste (CRCN-CO), vinculado à Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen), no local. O espaço segue sob monitoramento, mesmo 38 anos após o acidente.

Relembre o acidente

Considerado o maior acidente radiológico da história do Brasil, o episódio começou quando um aparelho de radioterapia abandonado foi retirado de uma clínica desativada e levado para um ferro-velho. Dentro do equipamento havia uma cápsula com Césio-137, material altamente radioativo utilizado em tratamentos médicos.

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Ao abrir o dispositivo, moradores encontraram um pó azul brilhante que despertou curiosidade. Sem saber do perigo, o material acabou sendo manuseado e compartilhado entre familiares e conhecidos, espalhando a contaminação por diferentes pontos da cidade.

A crise mobilizou uma grande operação de emergência. Mais de 100 mil pessoas passaram por exames para verificar exposição à radiação, enquanto equipes especializadas trabalhavam para localizar focos de contaminação e isolar áreas afetadas.

Quase quatro décadas depois, o acidente ainda é lembrado como um marco na história da saúde pública e da segurança nuclear no país. As imagens registradas na época ajudam a dimensionar o impacto da tragédia, que transformou a vida de moradores e deixou marcas duradouras na cidade.

Mortos pela tragédia

Quatro pessoas foram vítimas iniciais da tragédia do Césio-137, em Goiânia, em no ano de 1987. Leide das Neves Ferreira, de 6 anos; Maria Gabriela Ferreira, de 37; Israel Baptista dos Santos, de 20; e Admilson Alves de Souza, de 18; morreram devido à síndrome aguda da radiação.

O protagonista da série da Netflix Márcio, vivido por Johnny Massaro, representa diferentes cientistas que atuaram no combate à contaminação. Entre eles está o físico Walter Mendes Ferreira, um dos primeiros a identificar a radiação e fundamental para o controle do acidente.

Entre os casos mais marcantes das vítimas está o da menina Leide das Neves, de 6 anos. Após ter contato com o Césio — substância que emitia um brilho azulado —, ela ingeriu partículas radioativas ao se alimentar com as mãos contaminadas e morreu semanas depois.