Pedro Alex, filho de Alexandre Carlo, prepara seu 1º álbum, Vibrações

Artista conversou com o Metrópoles sobre o disco de estreia, a relação com Brasília e a influência dos pais em seu trabalho

atualizado 18/04/2021 15:01

Pedro AlexDivulgação

O cantor, compositor e produtor brasiliense Pedro Alex, de 22 anos, cresceu em meio a instrumentos, partituras e rascunhos de canções. Aos 14 anos, arriscou suas primeiras composições, quase todas inspiradas no amor, e não parou mais. Como o Metrópoles contou no ano passado, o músico resolveu tirar anos de trabalho do papel e apostar na carreira musical em 2020.

Filho de Alexandre Carlo, líder do Natiruts, banda de reggae fundada na capital federal em 1996, Pedro foi forjado no universo musical e carrega várias referências do pai, como a predileção por ritmos mais “good vibes”. Contudo, sempre foi incentivado a encontrar seu próprio estilo, bastante caracterizado pela influência da black music.

Depois de estrear com cinco singles e um clipe, o jovem músico se prepara para disponibilizar o primeiro álbum da carreira, Vibrações, e apresentar sua marca ao país. A ideia é que o trabalho chegue às plataformas em maio, também  acompanhado de um audiovisual, que unirá duas de suas faixas preferidas: Neoul e Velas Acesas.

“Neoul é uma música sobre conhecer uma pessoa nova, sentir o coração bater mais forte, já começar a imaginar várias coisas que você quer viver com ela. Velas Acesas enxergo como aquele momento em que o amor realmente acontece e você quer consolidar aquilo, aprofundar, construir”, explica o músico.

Além de compor, tocar, cantar e produzir todas as faixas, Pedro também protagoniza o clipe ao lado da modelo Kamila Souto. As imagens foram gravadas em meio às paisagens dos principais destinos da Chapada dos Veadeiros: Cavalcante, São Jorge, Alto Paraíso e Colinas do Sul. É a segunda vez que ele escolhe o cerrado para ilustrar suas canções.

“É sobre querer trazer essa identidade brasiliense. A Chapada tem esse lugar especial no coração de quem mora aqui. Além disso, há toda uma atmosfera de romance e de conexão”, ressalta. “Nesse minidoc, o público vai ver a gente convivendo, cozinhando, tomando sol, arrumando a casa, conhecendo a cidade e vivenciando todas essas experiências gostosas da paixão”, adianta.

Bastidores de neoul do músico brasiliense pedro alex
Pedro nos bastidores do clipe de Neoul + Velas Acesas
Falando de amor na pandemia

Antes mesmo de começar a trabalhar no álbum Vibrações, Pedro já tinha um outro, prontinho. “Senti que eu precisava tocar esse trabalho primeiro, resgatar essas músicas”.

Ele selecionou o repertório antes da pandemia do novo coronavírus se espalhar pelo mundo e evidenciar a importância do contato e da troca de afeto, mas admite que a mensagem final vem bem a calhar com o contexto atual. “Das oito músicas, seis falam de amor. Mas além das canções românticas, elas também falam do amor universal, dessa coisa de distribuir sentimentos bons, verdadeiros, não necessariamente em uma relação amorosa, diz.

Vem Ficar, por exemplo, que lancei em dezembro do ano passado, é a história de alguém que está num lugar um pouco nebuloso, confuso e encontra uma pessoa que a preenche de carinho e afeto”, completa.

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Influência familiar

Apesar de ter referências próprias e ser um multi-instrumentista talentoso — Pedro toca com destreza baixo, piano, bateria, guitarra e violão —, ele está sempre bebendo na “fonte da experiência”.

Em seu trabalho de estreia, Alexandre Carlo contribui como backing vocal da primeira canção, Preta.  Meu pai é meu mentor.  Temos a mesma profissão e nossos mundos se conectam muito. Ele está sempre me dando conselhos valiosos, mas procura interferir o mínimo possível na parte artística e criativa”, diz. “Apesar disso, sempre me inspirou na forma de compor, na escolha dos temas que eu abordo. A gente também está sempre trocando ideia sobre letras, inclusive do Natiruts”. 

A stylist Márcia Priscilla, mãe de Pedro, também tem dedo no disco. “Minha mãe influencia muito minha estética, em como eu me apresento, como compreendo a moda. Ela já contribui há um tempo para o Natiruts e me ajudou muito”, diz ele, que também tem uma marca de camisetas. “Sem contar a parte musical, como apreciadora de músicas que ela sempre foi”, emenda. 

Ano próspero

Apesar da pandemia de Covid-19 ter atingido em cheio os artistas, Pedro comemora a boa fase e adianta que vamos ouvir falar mais sobre ele nos próximos meses. “Estou muito ansioso pra lançar esse trabalho e começar a produzir o próximo”, ressalta.  “Além do meu disco, tenho colaborações  com outros artistas para sair também. Embora o cenário ainda esteja muito incerto, sei que tem muita coisa boa para rolar daqui pra frente”, conclui. 

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