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Deputada do PL é condenada após processo de Chico Buarque, Gil e Djavan

Artistas ajuizaram ação contra a deputada Ana Caroline Campagnolo (PL-SC) pelo uso de músicas em curso pago divulgado nas redes sociais

28/10/2026 14:26, atualizado 28/10/2026 15:15
Reprodução/Redes Sociais
Montagem de imagens mostra (da esquerda para direita) Chico Buarque, Gilberto Gil e Djavan - Metrópoles

A Justiça do Rio de Janeiro condenou a deputada estadual Ana Caroline Campagnolo (PL-SC) em processo movido por Chico Buarque, Gilberto Gil, Djavan e herdeiros de outros artistas. Na decisão, a juíza entendeu que houve uso indevido de músicas em um curso pago, com finalidade comercial e político-ideológica diferente da informada para a obtenção das autorizações.

A sentença, assinada em 23 de outubro de 2026, também responsabiliza a Livraria Campagnolo pelo uso das obras no curso Clube Antifeminista. A magistrada considerou que a autorização para utilizar as canções em determinado contexto não permitia seu emprego em outra finalidade, especialmente comercial ou promocional.

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Djavan
Gilberto Gil terá sua vida homenageada
POLAND - 2025/11/26: In this photo illustration, a silhouetted individual is seen holding a mobile phone with a Google logo displayed in the background. (Photo Illustration by Mateusz Slodkowski/SOPA Images/LightRocket via Getty Images)
Deputada estadual de SC Ana Caroline Campagnolo
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POLAND - 2025/11/26: In this photo illustration, a silhouetted individual is seen holding a mobile phone with a Google logo displayed in the background. (Photo Illustration by Mateusz Slodkowski/SOPA Images/LightRocket via Getty Images)
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POLAND - 2025/11/26: In this photo illustration, a silhouetted individual is seen holding a mobile phone with a Google logo displayed in the background. (Photo Illustration by Mateusz Slodkowski/SOPA Images/LightRocket via Getty Images)

Photo Illustration by Mateusz Slodkowski/SOPA Images/LightRocket via Getty Images

A decisão determina o pagamento de R$ 100 mil por danos morais, em valor global, além de R$ 72.428 referentes ao faturamento de 884 vendas do curso na plataforma Cursology. Também foi estabelecido o pagamento de US$ 80,27 obtidos com a monetização de um vídeo no YouTube.

Ao justificar a decisão, a magistrada afirmou que o uso das obras em um contexto político-ideológico diferente daquele associado aos autores, somado à divulgação de que o evento teria a anuência dos artistas, atingiu a integridade das criações e a honra dos compositores e de seus sucessores.

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“Ao utilizarem obras emblemáticas do patrimônio cultural brasileiro em contexto político-ideológico diametralmente oposto às convicções históricas e artísticas de seus autores, e ao anunciarem publicamente que o evento contava com a suposta anuência dos artistas, as rés violaram diretamente a integridade imaterial das criações e a honra subjetiva e objetiva dos compositores e de seus sucessores”, afirmou.

O processo também envolveu Google e Facebook, empresas responsáveis pelas plataformas em que os conteúdos foram divulgados. No entanto, a Justiça julgou improcedentes os pedidos de indenização contra as duas empresas.

Entenda o caso

A ação foi movida por Chico Buarque, Gilberto Gil, Djavan e herdeiros do dramaturgo Augusto Boal e do compositor Mário Lago contra Ana Caroline Campagnolo, a Livraria Campagnolo, o Google e o Facebook. O processo questionou o uso de músicas em uma aula do curso pago Clube Antifeminista, divulgada no YouTube e no Instagram.

Segundo o processo, Ana Caroline e a livraria teriam obtido autorização para utilizar as obras sob uma justificativa diferente da que foi realmente apresentada.

Os artistas alegaram que as canções — Mulheres de Atenas, Ai Que Saudades da Amélia, Super-homem – A Canção e Flor de Lis — foram usadas em uma “aula magna” de um curso pago, com finalidade comercial e conteúdo ideológico diferentes daqueles informados a princípio.