Defesa de Chico Buarque pretende acionar CRM após ameaça de morte
Advogados de Chico Buarque aguardam confirmação da identidade do autor pela polícia e revelam que cantor já recebeu outras ameaças

A defesa de Chico Buarque pretende levar ao Conselho Regional de Medicina o caso da ameaça de morte contra o cantor. A medida será tomada após a polícia confirmar oficialmente a identidade do autor, que deixou um comentário nas redes sociais, e sua condição de médico.
Maíra Fernandes e João Vicente Tinoco, advogados do artista, afirmaram a este colunista do Metrópoles que a iniciativa permitirá que o conselho avalie a conduta atribuída ao profissional. Chico, de 82 anos, apresentou uma notícia-crime à Polícia Civil do Rio de Janeiro nesta segunda-feira (28/9).
“Após a polícia confirmar oficialmente a identidade do autor da ameaça e, consequentemente, sua condição de médico, a defesa adotará as medidas cabíveis também perante o Conselho Regional de Medicina, para que o órgão competente avalie a conduta atribuída ao profissional”, informaram.
O comentário dizia: “Adoraria abreviar a vida deste desgraçado!”. O jornal retirou a publicação do ar por considerar que ela contrariava as regras de participação do site.
Na notícia-crime, os advogados pedem a abertura de um inquérito para identificar e responsabilizar o autor.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesOutras ameaças
Os representantes de Chico Buarque também revelaram à coluna que o cantor já enfrentou situações semelhantes. Segundo eles, os ataques pela internet se repetem há anos e estão especialmente relacionados às posições políticas do artista.
“Não se trata de um episódio isolado. Há muitos anos, Chico Buarque é alvo de ataques na internet, especialmente relacionados às suas posições políticas. Esta também não é a primeira vez que ele recebe ameaças por meios digitais”, afirmaram.
Ao comentar essa hostilidade, Maíra Fernandes e João Vicente Tinoco ressaltaram a diferença entre discordar publicamente do cantor e ameaçá-lo. “Críticas e manifestações de discordância fazem parte do debate público e são legítimas”, iniciaram”.
“O que não pode ser tratado como normal é quando essa discordância ultrapassa os limites da manifestação de opinião e se transforma em ameaça. É justamente essa diferença que precisa ser observada neste caso”, concluíram os advogados em entrevista.














