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A Casa das Sete Mulheres ganha "versão quadrinhos" e reforça tendência

Clássicos da literatura, como 1984 e A Casa das Sete Mulheres, ganham mais espaço entre jovens com versões em quadrinhos

Beatriz Queiroz16/10/2023 02:00, atualizado 13/10/2023 14:14
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Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles
foto colorida de livro em quadrinhos - metrópoles

Clássicos da literatura em  versão quadrinhos têm ganhado mais espaço e aparecido como uma opção mais leve e divertida de conhecer histórias que marcaram época . A lista tem obras como O Hobbit, O Diário de Anne Frank e 1984, e agora ganha a adaptação recente de A Casa das Sete Mulheres, de Leticia Wierzchowski. 

Para o especialista em literatura brasileira e norte-americana, Luiz Elóa, a mistura entre a abreviação do texto original e as ilustrações fazem com que mais jovens se sintam atraídos pelos livros. “É fato que os públicos mais jovens precisam da visualização para competir com o cinema, TV, podcasts e todos os audiovisuais do momento. A ilustração em quadrinhos dos clássicos os torna mais atrativos visualmente a este público, fazendo com que se desperte o interesse para ler o clássico na íntegra depois”, avalia o professor do Colégio Objetivo DF.

A Casa das Sete Mulheres ganha “versão quadrinhos” e reforça tendência - destaque galeria
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Adaptação em quadrinhos de 1984
O Hobbit também teve versão em quadrinhos
A Casa das Sete Mulheres em quadrinhos
O romance nacional foi publicado originalmente em 2001
Heartstopper foi publicado originalmente em quadrinhos
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Heartstopper foi publicado originalmente em quadrinhos

Foto: Reprodução
Adaptação em quadrinhos de 1984
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Adaptação em quadrinhos de 1984

Foto: Arquivo Pessoal Fido Nesti
O Hobbit também teve versão em quadrinhos
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O Hobbit também teve versão em quadrinhos

Foto: Reprodução
A Casa das Sete Mulheres em quadrinhos
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A Casa das Sete Mulheres em quadrinhos

Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles
O romance nacional foi publicado originalmente em 2001
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O romance nacional foi publicado originalmente em 2001

Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles

Ele destaca ainda que livros que nascem originalmente como quadrinhos também têm feito sucesso e convidado novos leitores para o universo das obras impressas. “Recentemente o fenômeno da obra Heartstopper, de Alice Oseman, publicado originalmente em quatro volumes de quadrinhos, ganhou as telas de streamings como Netflix. Porém os livros foram campeões de vendas em diversos idiomas. Então sim, os quadrinhos podem e estão contribuindo para a ressurreição do hábito de ler obras impressas”, avalia.

A versão quadrinhos de A Casa das Sete Mulheres

Recém-lançado pela editora Maralto, a obra foi adaptada pela própria autora, Letícia Wierzchowski. Ao Metrópoles, ela disse que começou o trabalho em 2019, mas conseguiu que tudo ficasse pronto apenas este ano, que marca 21 anos da estreia do romance. Para a novidade, ela conta com as ilustrações de Verônica Berta.

“O livro segue sendo muito lido, a série está na Globoplay, eu vendi os direitos do romance para uma nova série, então a história segue muito viva”, comemora a escritora. Apreciadora de quadrinhos, ela conta que sempre gostou das versões de romances literários nesse formato e pretende adaptar toda a trilogia farroupilha, que segue com Um Farol no Pampa e Travessia.

A Casa das Sete Mulheres ganha “versão quadrinhos” e reforça tendência - destaque galeria
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O livro traz uma história dentro da guerra dos farrapos
A obra é focada na visão das mulheres da guerra
A Casa das Sete Mulheres em quadrinhos
Letícia Wierzchowski e Verônica Berta
A Casa das Sete Mulheres em quadrinhos foi lançado em 2023
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A Casa das Sete Mulheres em quadrinhos foi lançado em 2023

Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles
O livro traz uma história dentro da guerra dos farrapos
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O livro traz uma história dentro da guerra dos farrapos

Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles
A obra é focada na visão das mulheres da guerra
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A obra é focada na visão das mulheres da guerra

Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles
A Casa das Sete Mulheres em quadrinhos
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A Casa das Sete Mulheres em quadrinhos

Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles
Letícia Wierzchowski e Verônica Berta
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Letícia Wierzchowski e Verônica Berta

Foto: Carla Zigon

Na obra ficcional, Letícia traz um contexto histórico, mas foca na história de sete mulheres que ficam “presas” em uma fazenda por 10 anos, enquanto o Sul do Brasil está em guerra. “As mulheres são apenas pegadas na história. A história foi, até muito recentemente, escrita por homens para homens. E talvez essa seja a beleza do livro — preencher um vazio”, conclui. 

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