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Distrito Federal

Vídeos mostram goteiras e até cobra em unidades socioeducativas do DF

Servidores temem pela proliferação de bactérias e vírus causadores de doenças. Sindicato da categoria afirma que o problema é recorrente

Douglas Carvalho20/02/2018 13:48, atualizado 20/02/2018 14:44
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Vídeos mostram goteiras e até cobra em unidades socioeducativas do DF
Vídeos mostram goteiras e até cobra em unidades socioeducativas do DF

As unidades de internação do sistema socioeducativo do Distrito Federal têm sucumbido às recentes chuvas. Nessa segunda-feira (19/2), a água invadiu refeitório de um dos locais que abrigam menores em conflito com a lei. Vídeo gravado por um servidor e cedido ao Metrópoles mostra goteira e alagamento na Unidade de Internação de Saída Sistemática (Uniss), em Taguatinga.

As goteiras encorpam a lista de problemas relatados por servidores. No ano passado, eles denunciaram falta de estrutura e demonstraram medo de rebeliões violentas. Mas o temor, há duas semanas, ganhou outro motivo: a invasão de animais selvagens. Isso porque uma cobra entrou em uma das unidades do sistema e aterrorizou funcionários.

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A água tomou conta também do piso da Uniss, em Taguatinga
A chuva escorreu por luminárias da Uipss, em São Sebastião
Refeitório da unidade ficou alagado por causa das pancadas d'água de segunda (19/2)
Servidores estão preocupados com o possível aumento do risco de proliferação de doenças
Goteiras alagam piso de unidade de internação em Santa Maria
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Goteiras alagam piso de unidade de internação em Santa Maria

Material cedido ao Metrópoles
A água tomou conta também do piso da Uniss, em Taguatinga
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A água tomou conta também do piso da Uniss, em Taguatinga

Material cedido ao Metrópoles
A chuva escorreu por luminárias da Uipss, em São Sebastião
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A chuva escorreu por luminárias da Uipss, em São Sebastião

Material cedido ao Metrópoles
Refeitório da unidade ficou alagado por causa das pancadas d'água de segunda (19/2)
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Refeitório da unidade ficou alagado por causa das pancadas d'água de segunda (19/2)

Material cedido ao Metrópoles
Servidores estão preocupados com o possível aumento do risco de proliferação de doenças
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Servidores estão preocupados com o possível aumento do risco de proliferação de doenças

Material cedido ao Metrópoles

Em uma das gravações, a chuva escorre entre as telhas de amianto do refeitório e alaga o chão. O presidente do Sindicato dos Servidores da Carreira Socioeducativa do DF (Sindsse-DF), Walter Marques, afirmou que o problema é recorrente e alerta para o risco de proliferação de bactérias e vírus causadores de doenças.

“A chuva sempre molha alojamentos, colchões, pertences. Mas o maior problema é a escabiose (sarna). No ano passado, tivemos surto da doença

Walter Marques, presidente do Sindsse-DF

Veja os vídeos das goteiras e da cobra:

Escabiose
O surto de doenças de pele começou no sistema penitenciário do DF e se alastrou para as unidades de cumprimento de medidas socioeducativas. Em agosto do ano passado, foi registrado o primeiro caso de servidor da categoria infectado com sarna. A doença gera coceira e feridas.

O agente é lotado na Unidade de Semiliberdade do Guará, que acolhe menores do gênero feminino. O local é o mesmo onde, na última semana, sete adolescentes foram contaminadas por sarna. O prédio passou por limpeza, mas, ainda assim, o agente acabou diagnosticado com a patologia, causada por um ácaro minúsculo.

Outro vídeo, gravado neste mês na Unidade de Internação Provisória de São Sebastião (Uipss), mostra água escorrendo de luminárias em uma ala de alojamentos. Parte das lâmpadas estavam acesas, o que eleva o risco de acidentes causados por curtos circuitos.

Cobra
Um terceiro vídeo cedido à reportagem mostra uma serpente também na Uipss. Não se sabe a espécie da cobra nem se era venenosa.

A Secretaria de Políticas para Crianças, Adolescentes e Juventude (Secriança-DF) afirmou à reportagem que a Subsecretaria do Sistema Socioeducativo (Subsis) recebeu a demanda sobre os vazamentos na Uniss nessa segunda-feira e ordenou o reparo à empresa de engenharia prestadora de serviços.

Em relação à cobra, encontrada há 15 dias, o Batalhão de Polícia Ambiental foi acionado e recolheu o animal cerca de uma hora depois de serem acionados.

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