TJDFT declara luto de três dias pela morte de desembargador
As bandeiras Nacional, do Distrito Federal e do TJDFT ficarão, em todas as edificações da Corte, a meio-mastro até o dia 6 de janeiro
atualizado
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O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) declarou luto oficial de três dias, a partir de 4 de janeiro, em memória ao falecimento do desembargador Maurício Silva Miranda, de 60 anos. A portaria foi publicada nesta segunda-feira (5/1).
Segundo o documento publicado pelo tribunal, as bandeiras Nacional, do Distrito Federal e do TJDFT ficarão, em todas as edificações da Corte, a meio-mastro.
Durante o sepultamento de Maurício Miranda, o presidente do TJDFT falou com o Metrópoles sobre a perda repentina do desembargador.
“Ele tinha ampla experiência jurídica, era professor universitário, era um homem muito preparado, totalmente preparado, e além disso, tinha todas as qualidades para um bom juiz, a começar a simplicidade, era um homem e extremamente simples, acessível, humilde, dedicado, operoso, trabalhador, era um exemplo de cidadão. A sociedade perde um grande cidadão, o tribunal perde um grande juiz e nós do TJDFT, perdemos um grande amigo”, destacou o presidente do TJDFT.
“Ficam as lembranças e isso é o que importa. Nenhum de nós é eterno, o dia que acabamos de ir lá partir e ficarão os nossos rastros. Os rastros do Maurício eles não se apagarão”, ressaltou o presidente do TJDFT.
Morte repentina
O desembargador morreu na madrugada desse domingo (4/12), em Goiânia (GO) por suspeita de leptospirose após ser internado no dia 1° de janeiro com fortes dores musculares e febre. O quadro se agravou e o desembargador teve falência múltipla dos órgãos. Maurício deixa a esposa Andrea Miranda e duas filhas.
Maurício Miranda tomou posse no cargo em janeiro de 2023. Antes, atuava como procurador de Justiça do Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios (MPDFT).
Nascido em Brasília (DF), em 1965, Maurício Miranda era filho de agricultores do estado de Goiás. Foi o primeiro da família a conquistar um diploma de ensino superior. Cursou simultaneamente Direito na Universidade de Brasília (UnB) e Economia no Centro Universitário do Distrito Federal (UDF). Era mestre em Direito pela Universidade Católica de Brasília (UCB) e atuou como professor de Direito Penal por mais de 15 anos em diversas instituições de ensino da capital.
Com longa carreira no MP, Maurício Miranda ganhou notoriedade quando atuou como promotor do triplo homicídio do ex-ministro José Guilherme Villela, da esposa Maria Villela e da funcionária Francisca Nascimento da Silva, no caso conhecido como Crime da 113 Sul.
Miranda também atuou como promotor no julgamento dos jovens que atearam fogo no indígena pataxó Galdino Jesus dos Santos, enquanto ele dormia em uma parada de ônibus no DF. O desembargador também atuou no caso do assassinato do jornalista Mário Eugênio e do homicídio da estudante Maria Cláudia Del’Isola.













