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Grande Angular

Saiba quem era o desembargador do TJDFT Maurício Miranda

O desembargador Maurício Miranda, que faleceu neste domingo (4/1), aos 60 anos, dedicou mais de quatro décadas ao serviço público

04/01/2026 10:01, atualizado 04/01/2026 11:36
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Reprodução/MPDFT
Saiba quem era o desembargador do TJDFT Maurício Miranda

O desembargador do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) Maurício Miranda (foto em destaque), que morreu neste domingo (4/1), aos 60 anos, dedicou mais de quatro décadas ao serviço público.

Maurício Miranda formou-se em direito pela Universidade de Brasília (UnB) e em economia pelo Centro Universitário do DF (UDF). É mestre em direito Pela Universidade Católica de Brasília (UCB) e foi professor de direito penal por mais de 15 anos.

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O magistrado iniciou sua carreira aos 21 anos, no Ministério Público de Goiás (MPGO), e, em 1991, passou a integrar o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) como promotor de justiça.

No MPDFT, atuou no Júri de Taguatinga (1991 até 1994), de Brasília (de 1994 até 2017), na Promotoria de Justiça Criminal de Defesa dos Usuários dos Serviços de Saúde (Pró-Vida), de 2017 até 2019, na 12ª Procuradoria de Justiça Cível do MPDFT, no Conselho Superior e na 1ª Câmara de Coordenação e Revisão.

Miranda foi empossado em 2023 como desembargador  do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDFT) após ser escolhido pelo Colégio de Procuradores e Promotores de Justiça do MPDFT e fazia parte da 7ª Turma Cível e a 1ª Câmara Cível.

Maurício era reconhecido no TJDFT por sua atuação firme e técnica, oratória exemplar e empatia no trato com as partes durante os julgamentos, sendo considerado uma referência no Tribunal do Júri.

Com longa carreira no MP, Maurício Miranda ganhou notoriedade quando atuou como promotor do triplo homicídio do ex-ministro José Guilherme Villela, da esposa Maria Villela e da funcionária Francisca Nascimento da Silva, no caso conhecido como Crime da 113 Sul. Miranda também atuou como promotor no julgamento dos jovens que atearam fogo no indígena pataxó Galdino Jesus dos Santos, enquanto ele dormia em uma parada de ônibus no DF.

A causa da morte ainda não foi oficialmente divulgada, mas a suspeita é que tenha sido leptospirose.