Técnica presa suspeita de matar em UTI diz que foi manipulada

A defesa de Amanda Rodrigues de Sousa afirmou que a técnica é inocente das acusações e que as imagens do inquérito são “seletivas”

atualizado

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Técnico Enfermagem UTI Hospital Anchieta
1 de 1 Técnico Enfermagem UTI Hospital Anchieta - Foto: Material cedido ao Metrópoles

A técnica de enfermagem presa por suspeita de matar pacientes no Hospital Anchieta, Amanda Rodrigues de Sousa, de 28 anos, disse que o seu ex-colega de trabalho, Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, de 24 anos é sedutor e manipulador.

A técnica de enfermagem alegou que a partir janeiro de 2025 começou a trabalhar no Anchieta e em fevereiro conheceu Marcos Vinícius, com quem ela confirmou ter tido também uma relação extraconjugal que começou em março e durou cinco meses.

“Ela disse se sentir enganada e manipulada por Marcos porque ele mentia muito durante o relacionamento”, disse o advogado Liomar Torres.

A defesa de Amanda Rodrigues informou que em novembro a técnica foi internada no Hospital Anchieta após infecções decorrentes da cirurgia bariátrica. Na oportunidade, segundo Liomar, Marcos tentou matar Amanda.

Na imagem postada em sua própria rede social, Amanda Rodrigues aparece recebendo alta ao lado de Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo e Marcela Camilly Alves da Silva, os dois outros técnicos de enfermagem suspeitos de matar pacientes e agradece os cuidados da equipe:

“Foram dias difíceis com muitos esforços. Também com muitos sorrisos e lágrimas, mas em todos eles estive nas mãos da MINHA equipe UTI Anchieta, daqueles que não me deixaram enfraquecer. Estou de alta como paciente, mas retorno em breve para somar novamente em equipe. Faltaram muitas pessoas nas fotos, mas registro aqui minha total GRATIDÃO a TODOS. Esse é o meu time”.

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Liomar culpou o Hospital Anchieta por regalias dadas ao técnico de enfermagem que, segundo ele, transitava livremente na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Amanda disse ao advogado que lembrava das duas vitimas do dia 17 de novembro, mas no dia 1º de dezembro, quando o paciente Marcos Moreira, 33 anos, morreu,  ela estava de licença médica.

A técnica de enfermagem contou também que conviveu com pouco com a outra profissional detida suspeita de envolvimento no caso, Marcela Camilly, de 22 anos.

Técnica diz que Marcos tentou matá-la

Amanda Rodrigues de Sousa disse que Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, de 24 anos, tentou matá-la enquanto ela se recuperava de uma cirurgia bariátrica no Hospital Anchieta, em Taguatinga (DF). A informação foi confirmada pelo advogado da profissional de saúde, Liomar Torres.

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Segundo relato do advogado, a enfermeira chefe do local interviu quando Marcus Vinícius supostamente aplicou medicação em Amanda e teria pedido demissão do hospital após tomar conhecimento do caso.

O advogado alegou que Amanda recebeu medicação de Marcos e teve aceleração cardíaca muito forte e que uma enfermeira chefe de plantão interviu e teria dito: “O Marcus tem que parar de fazer isso de ter acesso e regalia ao ambiente”.

O advogado que faz a defesa de Amanda também informou que ela disse que não participou e nem tinha conhecimento dos crimes e que não estaria trabalhando no dia da morte do carteiro Marcos Raymundo, de 33 anos.

Liomar afirmou com convicção que Amanda é inocente.

“As imagens não provam nada e são seletivas”, afirmou.

A técnica de enfermagem comunicou também ao advogado que não viu a aplicação de produto de limpeza na paciente que, segundo a polícia, recebeu 10 doses de desinfetante na veia e morreu após várias paradas cardíacas.


Investigações

  • Mortes registradas durante plantões dos técnicos de enfermagem Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, Amanda Rodrigues de Sousa e Marcela Camilly Alves da Silva serão investigadas pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).
  • O trio foi preso no âmbito da Operação Anúbis, sob a suspeita de provocar a morte de três pacientes na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Anchieta, em Taguatinga. Os crimes teriam ocorrido entre os meses de novembro e dezembro de 2025.
  • Posteriormente, as apurações vão mirar óbitos registrados durante atuação dos técnicos em outras unidades de saúde do Distrito Federal.
  • Conforme o que já foi divulgado pela PCDF, Marcos Vinícius — em alguns casos, com o auxílio das técnicas de enfermagem Amanda e Marcela — teria injetado doses de um medicamento não prescrito aos pacientes.
  • O caso foi levado à polícia pelo próprio hospital Anchieta após descobrir um padrão incomum nas mortes de três pacientes.

Segundo a investigação, o trio preso teria matado João Clemente Pereira, 63 anos, servidor da Caesb; Marcos Moreira, 33 anos, servidor dos Correios; Miranilde Pereira da Silva, professora aposentada, de 75 anos. A motivação do crime ainda é investigada.

Inicialmente, o trio tentou negar os crimes dizendo que somente aplicava os medicamentos que eram indicados pelos médicos. No entanto, ao serem confrontados com as provas, os investigados confessaram, sem apresentar arrependimento. Os técnicos envolvidos demonstraram frieza total, segundo o delegado responsável pelo caso.

Os celulares dos suspeitos foram apreendidos e passam por perícia no Instituto de Criminalística da PCDF.

Ainda segundo as investigações, os técnicos usaram senhas de médicos para prescrever medicamentos e aplicá-los nos pacientes, em doses inadequadas.

A Coordenação de Repressão a Homicídios e de Proteção à Pessoa (CHPP), que investiga o caso, deve apurar se as senhas eram livremente compartilhadas entre as equipes ou se os técnicos em enfermagem obtiveram o acesso de forma ilegal.

Na quinta-feira (22/1), os médicos do Hospital Anchieta que tiveram as senhas utilizadas pelos técnicos de enfermagem foram ouvidos pela PCDF. O caso segue em investigação.

Defesa:

  • Marcus Martis, que faz a defesa do técnico de enfermagem Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo Marcos, informou por meio de nota que confia em uma apuração técnica e imparcial. “Ressalta-se que não há sentença condenatória, tampouco pronunciamento judicial que reconheça a prática de crime por parte do investigado”.
  • A Defesa de Marcela Camilly não foi localizada.

 

 

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