Defesa de técnico suspeito de matar pacientes em hospital se manifesta

Advogado de Marcos Vinícius Araújo ressaltou que os fatos ainda estão em apuração. Imagens mostram suspeito aplicando substância em paciente

atualizado

metropoles.com

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Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo (3)
1 de 1 Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo (3) - Foto: Reprodução

A defesa de um dos três técnicos de enfermagem suspeitos de aplicar substâncias que mataram três pacientes no Hospital Anchieta, em Taguatinga (DF), se manifestou por meio de nota, nesta quarta-feira (21/1). Imagens obtidas com exclusividade pelo Metrópoles mostra o trio atuando no hospital ao lado das vítimas.

O advogado Marcus Martins, que defende o técnico de enfermagem Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo (foto em destaque), 24 anos, ressaltou que os fatos “estão sendo apurados exclusivamente em sede de inquérito policial” e que, por isso, não há conclusão sobre as denúncias.

“Ressalta-se que não há sentença condenatória, tampouco pronunciamento judicial que reconheça a prática de crime por parte do investigado”, declara.

O advogado afirma ainda que “informações divulgadas acerca da vida pessoal do investigado são inverídicas”.

“Reitera-se a confiança de que a apuração será conduzida de forma técnica, imparcial e responsável”, completa o advogado na nota. “Por fim, a defesa esclarece que não se manifestará sobre o mérito do caso fora dos autos”, encerra.

Presos

Além de Marcos Vinícius de Araújo, Amanda Rodrigues de Sousa, 28 anos, e Marcela Camilly Alves da Silva, 22, foram presas suspeitas de integrar o esquema criminoso. A Polícia Civil do DF (PCDF) confirmou que o trio detido teria atuado para matar o servidor da Caesb João Clemente Pereira, 63 anos; o servidor dos Correios Marcos Moreira, 33 anos; e a professora aposentada Miranilde Pereira da Silva, 75 anos.

Os técnicos de enfermagem aplicaram substâncias letais nas veias dos pacientes. Eles foram presos temporariamente em 11 de janeiro. A motivação do crime ainda é investigada.


Entenda o caso

  • O caso foi denunciado às autoridades pelo próprio hospital, após observar circunstâncias atípicas relacionadas a três pacientes na UTI. “O hospital instaurou investigação, por iniciativa própria”, afirmou a instituição em nota.
  • A primeira fase da Operação Anúbis foi deflagrada pela PCDF na manhã de 11 de janeiro.
  • Na ocasião, dois investigados foram presos temporariamente por ordem judicial. Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços localizados em Taguatinga, Brazlândia e Águas Lindas, no Entorno do DF.
  • Durante as diligências, os policiais recolheram materiais considerados relevantes para a apuração, que passaram a ser analisados pelos investigadores.
  • A polícia busca esclarecer a dinâmica das mortes, o papel de cada suspeito e se houve participação de outras pessoas.
  • As investigações tiveram um novo avanço na última quinta-feira (15/1), com a deflagração da segunda fase da Operação Anúbis.
  • Nesta etapa, a Polícia Civil cumpriu mais um mandado de prisão temporária contra uma investigada e realizou novas apreensões de dispositivos eletrônicos em Ceilândia e Samambaia.

A investigação deverá indiciar os suspeitos pelos crimes de homicídios dolosos qualificados com impossibilidade de defesa da vítima, podendo pegar de 9 a 30 anos de prisão.

A PCDF ainda investiga outras mortes suspeitas na UTI do Hospital Anchieta.

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