Após denúncia de familiares, PCDF apura outras mortes suspeitas em UTI
Segundo delegado responsável pelo caso, a polícia tem sido procurada após o caso dos técnicos de enfermagem ser divulgado
atualizado
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A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) passou a investigar outras duas mortes suspeitas na unidade de terapia intensiva (UTI) do Hospital Anchieta.
Ao Metrópoles, o delegado-chefe da Coordenação de Homicídios e Proteção à Pessoa (CHPP), Wisllei Salomão, disse que as investigações iniciaram após denúncias vindas de familiares.
“É algo preliminar ainda. Familiares têm procurado a Polícia Civil após o caso daquele hospital. Estamos apurando todos os fatos, mas não há nada de concreto ainda”, ressaltou o delegado.
Em nota, o Hospital Anchieta informou que acompanha os desdobramentos da investigação e presta apoio às famílias.
Imagens obtidas com exclusividade pelo Metrópoles mostram a ação dos técnicos de enfermagem dentro da UTI da unidade de saúde.
Entenda o caso
- A primeira fase da Operação Anúbis foi deflagrada na manhã de 11 de janeiro, com o apoio do Departamento de Polícia Especializada (DPE);
- Na ocasião, dois investigados foram presos temporariamente por ordem judicial. Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços localizados em Taguatinga, Brazlândia e Águas Lindas, no Entorno do DF;
- Durante as diligências, os policiais recolheram materiais considerados relevantes para a apuração, que passaram a ser analisados pelos investigadores;
- A polícia busca esclarecer a dinâmica das mortes, o papel de cada suspeito e se houve participação de outras pessoas;
- As investigações tiveram um novo avanço na última quinta-feira (15/1), com a deflagração da segunda fase da Operação Anúbis;
- Nesta etapa, a Polícia Civil cumpriu mais um mandado de prisão temporária contra uma investigada e realizou novas apreensões de dispositivos eletrônicos em Ceilândia e Samambaia.
Presos
Os técnicos de enfermagem presos sob acusação de matar ao menos três pacientes dentro da Unidade de Terapia Intensivo (UTI) do Hospital Anchieta, em Taguatinga (DF), são Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, Amanda Rodrigues de Sousa e Marcela Camilly Alves da Silva.
O caso foi denunciado às autoridades pelo próprio hospital, após observar circunstâncias atípicas relacionadas aos três na UTI. “O hospital instaurou investigação, por iniciativa própria”, afirmou a instituição em nota.
A PCDF confirmou que o trio detido teria matado João Clemente Pereira, 63 anos, servidor da Caesb; Marcos Moreira, 33 anos, servidor dos Correios; Miranilde Pereira da Silva, professora aposentada, de 75 anos. A motivação do crime ainda é investigada.
A investigação deverá indiciar os suspeitos pelos crimes de homicídios dolosos qualificados com impossibilidade de defesa da vítima, podendo pegar de 9 a 30 anos de prisão.








