Hospital detalha procedimento após identificar mortes suspeitas em UTI
Em nota, o Hospital Anchieta afirmou que acompanha os desdobramentos do caso e que ofereceu apoio psicológico profissional aos familiares
atualizado
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O Hospital Anchieta, onde três pacientes morreram após técnicos de enfermagem injetarem uma substância letal, detalhou, nesta quarta-feira (21/1) como foi realizado o procedimento de investigação após identificar mortes suspeitas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) entre novembro e dezembro de 2025.
Em uma nova nota enviada ao Metrópoles, o hospital afirmou que acompanha os desdobramentos do caso e que oferece apoio psicológico profissional às famílias das vítimas.
“O hospital permanece atuando com a mesma transparência e ética com que pautou sua atuação desde o início”.
“As famílias das vítimas envolvidas no caso foram contatadas pessoalmente pela direção do hospital imediatamente após autorização da Polícia Civil do DF, com respeito, acolhimento e total transparência sobre os fatos”, informou o Hospital Anchieta.
A unidade de saúde reforçou que foi o próprio hospital que denunciou o caso à polícia e procedeu uma investigação por conta própria.
“O hospital identificou circunstâncias atípicas, investigou em menos de 20 dias e denunciou proativamente à PCDF, disponibilizando toda documentação às autoridades competentes, requerendo inquérito e medidas cautelares, colaborando integral e irrestritamente com as autoridades”, detalhou.
Imagens
Imagens obtidas com exclusividade pelo Metrópoles mostram o momento em que os técnicos de enfermagem aplicam substâncias que mataram três pacientes na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Anchieta, em Taguatinga (DF).
Registros feitos pelas câmeras de segurança do hospital mostram o momento em que o técnico de enfermagem Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, de 24 anos, prescreve uma substância letal utilizando o login de uma médica que não estava no plantão, retira o medicamento na farmácia do hospital e aplica injeções intravenosas nos pacientes.
Veja as imagens:
Entenda o caso
- A primeira fase da Operação Anúbis foi deflagrada na manhã de 11 de janeiro, com o apoio do Departamento de Polícia Especializada (DPE);
- Na ocasião, dois investigados foram presos temporariamente por ordem judicial. Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços localizados em Taguatinga, Brazlândia e Águas Lindas, no Entorno do DF;
- Durante as diligências, os policiais recolheram materiais considerados relevantes para a apuração, que passaram a ser analisados pelos investigadores;
- A polícia busca esclarecer a dinâmica das mortes, o papel de cada suspeito e se houve participação de outras pessoas;
- As investigações tiveram um novo avanço na última quinta-feira (15/1), com a deflagração da segunda fase da Operação Anúbis;
- Nesta etapa, a Polícia Civil cumpriu mais um mandado de prisão temporária contra uma investigada e realizou novas apreensões de dispositivos eletrônicos em Ceilândia e Samambaia.
Presos
Os técnicos de enfermagem presos sob acusação de matar ao menos três pacientes dentro da Unidade de Terapia Intensivo (UTI) do Hospital Anchieta, em Taguatinga (DF), são Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, Amanda Rodrigues de Sousa e Marcela Camilly Alves da Silva.
O Metrópoles apurou que o trio, detido pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), teria matado João Clemente Pereira, 63 anos, servidor da Caesb; Marcos Moreira, 33 anos, servidor dos Correios; Miranilde Pereira da Silva, professora aposentada, de 75 anos. A motivação do crime ainda é investigada.
O caso foi denunciado às autoridades pelo próprio hospital, após observar circunstâncias atípicas relacionadas aos três na UTI. “O hospital instaurou investigação, por iniciativa própria”, afirmou a instituição em nota.
A PCDF confirmou que o trio, detido pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), teria matado João Clemente Pereira, 63 anos, servidor da Caesb; Marcos Moreira, 33 anos, servidor dos Correios; Miranilde Pereira da Silva, professora aposentada, de 75 anos. A motivação do crime ainda é investigada.
A investigação deverá indiciar os suspeitos pelos crimes de homicídios dolosos qualificados com impossibilidade de defesa da vítima, podendo pegar de 9 a 30 anos de prisão.














