Mirelle Pinheiro

Conheça técnico de enfermagem suspeito de liderar matança em UTI do DF

Até o momento, a PCDF identificou três vítimas do trio investigado. Todos os suspeitos estão presos

atualizado

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Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo (2)
1 de 1 Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo (2) - Foto: Reprodução

Apontado como figura central dos homicídios ocorridos dentro da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Anchieta, em Taguatinga (DF), o técnico de enfermagem Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo (foto em destaque) é investigado como líder do grupo que assassinava pacientes.

O suspeito, de 24 anos, é acusado pela PCDF de chefiar um esquema formado por profissionais da saúde que teriam se valido dos próprios cargos para cometer os crimes.

Conforme noticiou o Metrópoles nessa segunda-feira (19), Marcos Vinícius já não trabalhava mais no Hospital Anchieta. Antes de ser preso, ele atuava em uma UTI pediátrica de um hospital particular.

O técnico de enfermagem confessou os crimes em depoimento prestado na última terça-feira (20), após ser preso durante a deflagração da Operação Anúbis.

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Dois profissionais confessaram os crimes
O suspeito tem 24 anos
Marcos Vinícius Silva
O homem é apontado como líder do grupo
Vítimas de técnicos de enfermagem do Hospital Anchieta
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Arte/Metrópoles
Dois profissionais confessaram os crimes
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Material cedido ao Metrópoles
O suspeito tem 24 anos
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O suspeito tem 24 anos

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Marcos Vinícius Silva
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Marcos Vinícius Silva

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O homem é apontado como líder do grupo
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O homem é apontado como líder do grupo

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Os crimes e as mortes

As investigações apontam que o grupo teria sido responsável pelas mortes de João Clemente Pereira, de 63 anos, servidor da Caesb; Marcos Moreira, de 33, servidor dos Correios; e Miranilde Pereira da Silva, professora aposentada, de 75 anos.

As apurações da Polícia Civil apontam que o homem — em alguns casos com o auxílio de duas técnicas de enfermagem, Amanda Rodrigues de Sousa e Marcela Camilly Alves da Silva, de 28 e 22 anos — injetou doses de um medicamento não prescrito aos pacientes .

No caso da professora aposentada, o homem ainda injetou mais de 10 seringas de desinfetante no organismo da mulher. A motivação dos crimes ainda está sendo investigada.

Inicialmente, os presos tentaram negar os crimes afirmando que aplicavam apenas medicamentos indicados pelos médicos. Contudo, ao serem confrontados com as provas dos crimes, os investigados confessaram o crime sem apresentar arrependimento, demonstrando frieza.

A investigação deverá indiciá-los pelo crime de homicídio doloso qualificado com impossibilidade de defesa da vítima.

Denúncia do hospital

O caso passou a ser investigado após denúncias do próprio hospital, que percebeu circunstâncias atípicas relacionadas aos três na UTI. “O hospital instaurou investigação, por iniciativa própria”, afirmou a instituição em nota.

Com base nas evidências, fruto da investigação interna, o Hospital requereu a instauração de inquérito policial, bem como a adoção das medidas cautelares cabíveis, inclusive a prisão cautelar dos envolvidos, os quais já haviam sido desligados da Instituição.

“O Hospital, enquanto também vítima da ação destes ex-funcionários, solidariza-se com os familiares das vítimas, e informa que está colaborando de forma irrestrita e incondicional com as autoridades públicas, reafirmando seu compromisso permanente com a segurança dos pacientes, com a verdade e a Justiça.”

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