Técnica de enfermagem foi internada em UTI onde teria matado pacientes

Após receber alta de cirurgia, Amanda Rodrigues esteve ao lado dos outros 2 técnicos acusados de matar ao menos 3 pacientes no hospital

atualizado

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Técnicos de enfermagem DF mortes UTI
1 de 1 Técnicos de enfermagem DF mortes UTI - Foto: Reprodução/Redes sociais

Amanda Rodrigues de Sousa, uma das técnicas de enfermagem acusadas de matar ao menos três pacientes dentro da Unidade de Terapia Intensivo (UTI) do Hospital Anchieta, em Taguatinga (DF), foi internada em dezembro na UTI do Hospital Anchieta após uma cirurgia bariátrica.

Na imagem postada em sua própria rede social, Amanda Rodrigues aparece recebendo alta ao lado de Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo e Marcela Camilly Alves da Silva, os dois outros técnicos de enfermagem acusados de matar pacientes, e agradece os cuidados da equipe:

“Foram dias difíceis com muitos esforços. Também com muitos sorrisos e lágrimas, mas em todos eles estive nas mãos da MINHA equipe UTI Anchieta, daqueles que não me deixaram enfraquecer. Estou de alta como paciente, mas retorno em breve para somar novamente em equipe. Faltaram muitas pessoas nas fotos, mas registro aqui minha total GRATIDÃO a TODOS. Esse é o meu time”. 

Metrópoles procurou o Hospital Anchieta para saber quando foi realizada a cirurgia de Amanda e aguarda uma manifestação.

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Trabalho durante a pandemia

Amanda Rodrigues de Sousa também atuou no Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB), por oito dias, em 2020, durante a pandemia de Covid-19.

“O Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB) confirma que a técnica de enfermagem Amanda Rodrigues de Sousa compôs o quadro de funcionários da unidade em 2020, trabalhando no HCB pelo período de oito dias”, informou a unidade de saúde.

A convocação foi feita para os técnicos de enfermagem que haviam feito o processo seletivo. O chamado ocorreu em 20 de março de 2020, período em que o Distrito Federal vivia estado de emergência em razão do vírus da Covid-19.

A técnica de enfermagem também se apresentava nas redes sociais como “mãe e cristã”.

Ela costumava publicar vídeos e fotos com sua filha pequena e repostava vídeos de música gospel e pregações de líderes religiosos.

Amanda também afirmava ser intensivista e instrumentadora cirúrgica, duas especializações que exigem formação técnica e são voltadas para trabalhar na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).


Entenda o caso

  • A primeira fase da Operação Anúbis foi deflagrada na manhã de 11 de janeiro, com o apoio do Departamento de Polícia Especializada (DPE).
  • Na ocasião, dois investigados foram presos temporariamente por ordem judicial. Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços localizados em Taguatinga, Brazlândia e Águas Lindas, no Entorno do Distrito Federal.
  • Durante as diligências, os policiais recolheram materiais considerados relevantes para a apuração, que passaram a ser analisados pelos investigadores.
  • A polícia busca esclarecer a dinâmica das mortes, o papel de cada suspeito e se houve participação de outras pessoas.
  • As investigações tiveram um novo avanço na última quinta-feira (15/1), com a deflagração da segunda fase da Operação Anúbis.
  • Nesta etapa, a Polícia Civil cumpriu mais um mandado de prisão temporária contra uma investigada e realizou novas apreensões de dispositivos eletrônicos em Ceilândia e Samambaia.

Presos

Os técnicos de enfermagem presos sob acusação de matar ao menos três pacientes dentro da Unidade de Terapia Intensivo (UTI) do Hospital Anchieta, em Taguatinga (DF), são Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, Amanda Rodrigues de Sousa e Marcela Camilly Alves da Silva.

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Metrópoles apurou que o trio, detido pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), teria matado João Clemente Pereira, 63 anos, servidor da Caesb; Marcos Moreira, 33 anos, servidor dos Correios; Miranilde Pereira da Silva, professora aposentada, de 75 anos. A motivação do crime ainda é investigada.

O caso foi denunciado às autoridades pelo próprio hospital, que observou circunstâncias atípicas relacionadas aos três na UTI. “O hospital instaurou investigação, por iniciativa própria”, afirmou a instituição em nota.

A investigação deverá indiciar os suspeitos pelos crimes de homicídios dolosos qualificados com impossibilidade de defesa da vítima; se confirmada a autoria, os acusados podem pegar de 9 a 30 anos de prisão.

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