PCDF: suspeito foragido na Espanha nega extorsão e promete se entregar

Paulo Rogério é acusado de integrar quadrilha que filmava e chantageava clientes de prostituição, ameaçando divulgar imagens íntimas

atualizado

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1 de 1 operação5 - Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

Acusado de integrar uma quadrilha que extorquiam clientes, Paulo Rogério Vasconcelos informou às autoridades policiais do Distrito Federal que irá se apresentar nos próximos dias. No entanto, ele negou qualquer envolvimento com o grupo investigado pela 5ª Delegacia de Polícia (área central).

Paulo Rogério estava foragido na Espanha, mas já entrou em contato com os policiais civis. De acordo com os investigadores, o grupo marcava encontros em estabelecimentos de luxo do Setor Hoteleiro Sul, usando travestis, filmava as relações sexuais e, em seguida, espancava e extorquia as vítimas. Uma delas chegou a pagar R$ 22 mil para não ter as imagens divulgadas pelas criminosas.

Os encontros eram agendados a partir de aplicativos de relacionamentos e sites de prostituição. Geralmente, elas agiam em bandos de até quatro pessoas. Enquanto uma atendia o cliente, as demais prestavam auxílio, fazendo fotos e vídeos das cenas de sexo. Ainda dentro do quarto, a vítima era extorquida e, mesmo cooperando, acabava sendo agredida.

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Carlos Henrique Leão Costa, foragido
Samuel
Stefanny, 24 anos
Celulares e máquinas apreendidos
Marcelo Dias Moreira, 20 anos
Paulo Rogério Vasconcelos Marques
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Paulo Rogério Vasconcelos Marques

Carlos Henrique Leão Costa, foragido
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Carlos Henrique Leão Costa, foragido

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Samuel

Stefanny, 24 anos
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Stefanny, 24 anos

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Celulares e máquinas apreendidos
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Celulares e máquinas apreendidos

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Anitta, 24 anos
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Samuel está foragido
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Delegado Gleyson Mascarenhas
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Delegado Gleyson Mascarenhas

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Segundo o delegado-chefe da 5ª DP, Gleyson Gomes Mascarenhas, há casos de pessoas que fizeram sucessivos pagamentos para não terem o material revelado. “As investigadas escolhiam quem tinha alto poder aquisitivo, normalmente homens casados que poderiam ceder às pressões”, detalhou.

https://www.youtube.com/watch?v=dEIHXYp_HNM&feature=youtu.be

Há indícios de que a quadrilha chegou ao Distrito Federal em 2018. A primeira ocorrência, no entanto, só foi registrada na polícia em janeiro deste ano. Na capital federal, foram identificadas três vítimas, entre elas havia médicos.

“Constatamos que elas agiam em diversas regiões, como Goiás, São Paulo e Fortaleza. Apesar de as investigadas serem de Goiânia, todas viajavam muito e não mantinham residência fixa”, explicou Mascarenhas.

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Delegado-chefe da 5ª DP, Gleyson Mascarenhas
Viagens

Investigações da Polícia Civil do DF (PCDF) revelam que parte do dinheiro obtido pelas travestis foi gasto em viagens internacionais. O líder da organização, identificado como Samuel Junio Napole de Souza, 21 anos, teria faturado ao menos R$ 100 mil. De acordo com os investigadores, ele está no Chile. Outro suspeito, Paulo Rogério Vasconcelos, 20, está na Europa. Ele passou por Paris e visitou a Espanha. Ambos estão foragidos. A polícia também procura Carlos Henrique Leão Costa, 19, que foi visto pela última vez em São Paulo.

Entre domingo (23/06/2019) e essa segunda (24/06/2019), cinco pessoas foram presas, todas estavam em Goiás. As investigadas são: Yago Pereira da Silva, 24, conhecida como “Anitta”, Eduardo Sousa Luz Santos, 24, que adotou o nome “Stefanny”, Paulo Henrique Alves Ferreira, 21, Marcelo Dias Moreira, 20, a “Marcela”, e Hiago Alves dos Santos, 20, que se apresenta como “Tifanny Lorrani”.

Os agentes apreenderam celulares que custam até R$ 6 mil com as suspeitas. O material será analisado pela perícia.

Operação Cilada

Oito suspeitos tiveram mandados de prisão expedidos pela Justiça no âmbito da Operação Cilada, deflagrada pela 5ª DP.

De acordo com a investigação, os homens eram obrigados a entregar o dinheiro que tinham nas carteiras, senhas de cartões de crédito e débito e ainda a fazer empréstimos consignados em aplicativos dos bancos nos quais eram clientes. A vítima ficava em poder do bando enquanto os comparsas sacavam os valores.

“A quadrilha conseguia lucrar muito dinheiro com os crimes, sempre algo em torno de R$ 10 mil a R$ 15 mil. Um dos criminosos teria conseguido juntar cerca de R$ 100 mil”, afirmou o delegado-chefe da 5ª DP. O grupo tinha até máquinas de passar cartões. Os aparelhos foram apreendidos.

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