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Líderes de bando que explodiu caixas eletrônicos fugiram do DF

Segundo a Polícia Civil, Thiago Alves Simões e Jaisson Alves de Jesus conseguiram documentos de identidade falsos e foram para o Nordeste

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Andre Borges/Especial para o Metrópoles
explosões em caixas eletrônicos df
1 de 1 explosões em caixas eletrônicos df - Foto: Andre Borges/Especial para o Metrópoles

Dois dos dos principais líderes da organização criminosa (foto em destaque) responsável pelas cinco maiores explosões em caixas eletrônicos nos últimos 12 meses no Distrito Federal, incluindo as ações no Anexo do Palácio do Buriti, no Shopping Pier 21, no Centro Comercial Gilberto Salomão, na Associação dos Servidores do Senado Federal (Assefe) e no hotel Golden Tulip, podem ter fugido da capital com ajuda de comparsas baseados em Salvador, na Bahia. A informação é da Polícia Civil (PCDF).

De acordo com as apurações da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), Thiago Alves Simões, 28 anos, e Jaisson Alves de Jesus, 27, teriam fugido para a capital baiana e passado alguns dias na casa de um suspeito. Esse comparsa teria ajudado os dois líderes da quadrilha a confeccionar documentos de identidade falsos. Investigadores chegaram a cumprir mandado de busca e apreensão na residência dele, no entanto os policiais não encontraram rastros dos foragidos.

A polícia suspeita que parte do dinheiro faturado com as explosões dos caixas eletrônicos pode ter auxiliado os criminosos na fuga. Com o montante em mãos, Thiago e Jaisson conseguiram deixar o DF sem dificuldade. No entanto, após a divulgação das fotos de ambos, diversas denúncias anônimas começaram a chegar à PCDF.

Thiago é apontado pela polícia como o mentor intelectual das explosões. Além de ser um dos braços armados da quadrilha, o criminoso organiza toda a logística, o posicionamento e a cronologia das detonações. Conhecido como TH, o suspeito – que está com a prisão preventiva decretada – também era o responsável pela partilha do dinheiro retirado dos caixas eletrônicos.

Jaisson, outro foragido apontado como figura de destaque na quadrilha, tinha uma função fundamental nas ações. Com habilidades em marcenaria, o suspeito produzia os próprios explosivos usados pelos criminosos. O bando comprava rojões em lojas de fogos de artifício para retirar a pólvora.

Em seguida, Jaisson produzia recipientes de um material chamado “metalon”, espécie de tubo metálico galvanizado. Os explosivos eram moldados artesanalmente e usados nos ataques.

Segundo o coordenador da Coordenação de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Corpatri), delegado André Leite, não existe qualquer ligação entre a quadrilha e facções criminosas, como se chegou a cogitar.

“São criminosos do DF e do Entorno que chegaram a um nível de organização capaz de realizar esses ataques. Com novas linhas de investigação, tivemos sucesso em identificar todos e prender metade do bando. É questão de tempo até que todos estejam atrás das grades”, afirmou o delegado.

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Jaisson Alves está foragido e tinha como função produzir os explosivos de forma artesanal. Ele também agia como braço armado da quadrilha
Jaisson foi filmado pelas câmeras de segurança do Golden Tulip enquanto rendia seguranças do local
Thiago Simões é apontado pela polícia como o mentor intelectual das explosões. Ele fugiu antes que sua prisão preventiva fosse decretada
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Thiago Simões é apontado pela polícia como o mentor intelectual das explosões. Ele fugiu antes que sua prisão preventiva fosse decretada

Jaisson Alves está foragido e tinha como função produzir os explosivos de forma artesanal. Ele também agia como braço armado da quadrilha
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Jaisson Alves está foragido e tinha como função produzir os explosivos de forma artesanal. Ele também agia como braço armado da quadrilha

Jaisson foi filmado pelas câmeras de segurança do Golden Tulip enquanto rendia seguranças do local
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Jaisson foi filmado pelas câmeras de segurança do Golden Tulip enquanto rendia seguranças do local

Reprodução/PCDF

 

Bailes funk
Thiago Alves Simões tinha uma empresa chamada Feroz Produções de Eventos, responsável por organizar a festa de funk Baile dos Chefes em Ceilândia e no Entorno do DF. De acordo com os investigadores, após os crimes, o suspeito costumava fazer grandes eventos para supostamente lavar o dinheiro arrecadado com os assaltos. A polícia estima que a quadrilha comandada por ele lucrou ao menos R$ 1 milhão com os roubos.

Thiago nasceu em Minas Gerais, morou em Ceilândia e atualmente residia em Valparaíso (GO). Considerado um criminoso articulado e de altíssima periculosidade, era conhecido pela comunidade de Ceilândia e costumava publicar fotos em carros importados e de suas viagens, nas redes sociais. Thiago também está envolvido com o tráfico de drogas e é considerado foragido.

Conforme revelou o Metrópoles nessa segunda-feira (13/05/2019), a quadrilha, que agia desde 2016, era estruturada, com hierarquia definida e arsenal à disposição, e começou a ser desmantelada pela Polícia Civil do Distrito Federal.

Ao todo, nove integrantes da quadrilha foram identificados, sendo que cinco deles já estão presos – quatro preventivamente e dois temporariamente. As apurações, conduzidas pela DRF, vinculada à Corpatri, intensificaram-se depois da ação audaciosa no Golden Tulip, na qual cerca de R$ 470 mil foram levados dos caixas.

Memória
O primeiro crime foi cometido pelo bando em 24 de julho de 2018, no Anexo do Palácio do Buriti. A explosão ocorreu por volta de 3h40. Os equipamentos estavam instalados na área do restaurante dos servidores. De acordo com a Polícia Militar, os suspeitos estavam fortemente armados e fugiram em um Palio branco. Durante a ação, os bandidos efetuaram de dois a quatro disparos no local.

Viaturas da PM e um helicóptero da Polícia Civil realizaram buscas e, minutos depois, um veículo foi encontrado pegando fogo nas proximidades do Estádio Nacional Mané Garrincha e do Colégio Militar de Brasília.

Após verificação, os policiais confirmaram que se tratava do automóvel envolvido no crime. No local da explosão, foram encontradas cápsulas de munição 5,56 mm. Cerca de R$ 6 mil ficaram espalhados pelo chão.

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Criminosos conseguiram levar dinheiro
Um carro usado no crime foi incendiado
A explosão foi na área do restaurante
Explosão ocorreu na madrugada de 24 de julho de 2018
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Explosão ocorreu na madrugada de 24 de julho de 2018

PMDF/Divulgação
Criminosos conseguiram levar dinheiro
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Criminosos conseguiram levar dinheiro

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Um carro usado no crime foi incendiado
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Um carro usado no crime foi incendiado

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A explosão foi na área do restaurante
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A explosão foi na área do restaurante

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Veja vídeo do momento em que os dispositivos explodem no Anexo do Buriti:

 

O segundo ataque foi no Shopping Pier 21, em 22 de outubro de 2018. Novamente portando armas de calibre restrito, e até mesmo fuzil, os criminosos explodiram dois caixas eletrônicos. O grupo amarrou os vigilantes que faziam a segurança do centro comercial. Durante a fuga, trocaram tiros com policiais militares. Um dos carros utilizados foi abandonado no acesso que vai da L4 Sul para a L2 Sul.

O grupo disparou pelo menos oito vezes contra os PMs, que revidaram. Cinco bandidos vestidos com balaclavas – para tapar os rostos – chegaram em um Mitsubishi Pajero, e um deles permaneceu no veículo. Enquanto isso, os outros quatro entraram por trás do shopping e montaram os explosivos.

De acordo com a PM, um dos bandidos se feriu na explosão. Quando um comparsa foi socorrê-lo, um dos seguranças conseguiu escapar. Durante a fuga, o grupo lançou objetos pontiagudos de metal na pista, com objetivo de furar os pneus das viaturas da PM e, assim, dificultar a perseguição.

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Ação teve vigilantes amarrados
Viatura da PMDF foi atingida por disparos dos bandidos
Policiais revidaram os tiros e acertaram o carro utilizado pelos criminosos
Marcas das balas no para-brisa
Cédulas falsas espalhadas pelos bandidos
Destruição causada no Pier 21 pelos explosivos
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Destruição causada no Pier 21 pelos explosivos

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Ação teve vigilantes amarrados
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Ação teve vigilantes amarrados

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Viatura da PMDF foi atingida por disparos dos bandidos
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Viatura da PMDF foi atingida por disparos dos bandidos

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Policiais revidaram os tiros e acertaram o carro utilizado pelos criminosos
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Policiais revidaram os tiros e acertaram o carro utilizado pelos criminosos

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Marcas das balas no para-brisa
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Marcas das balas no para-brisa

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Cédulas falsas espalhadas pelos bandidos
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Cédulas falsas espalhadas pelos bandidos

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Na fuga, o bando deixou cartucho de munição na pista
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Na fuga, o bando deixou cartucho de munição na pista

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Luva utilizada pelos criminosos, supostamente para não deixar impressões digitais no local da explosão
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Luva utilizada pelos criminosos, supostamente para não deixar impressões digitais no local da explosão

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Bandidos também lançaram na pista objetos para furar pneus das viaturas da PMDF
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Bandidos também lançaram na pista objetos para furar pneus das viaturas da PMDF

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Corporação apreendeu pote com os objetos
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Corporação apreendeu pote com os objetos

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Em 13 de dezembro passado, a quadrilha explodiu dois caixas eletrônicos em um supermercado que funciona no Centro Comercial Gilberto Salomão, no Lago Sul. De acordo com a PM, os caixas ficaram completamente destruídos.

O bando teria usado um carro branco na fuga, que foi abandonado na Estrada Parque Indústria e Abastecimento (Epia), na altura da floricultura próxima à Octogonal. No local, os bandidos renderam um motorista e levaram seu veículo.

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Quadrilha invadiu supermercado no Gilberto Salomão
O <i>modus operandi</i> foi o mesmo das outras ações
PCDF desarticulou parte do grupo e está à caça dos demais integrantes
Estrago causado pela explosão
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Estrago causado pela explosão

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Quadrilha invadiu supermercado no Gilberto Salomão
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Quadrilha invadiu supermercado no Gilberto Salomão

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O <i>modus operandi</i> foi o mesmo das outras ações
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O modus operandi foi o mesmo das outras ações

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PCDF desarticulou parte do grupo e está à caça dos demais integrantes
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PCDF desarticulou parte do grupo e está à caça dos demais integrantes

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Veja a ação da quadrilha:

 

A investida mais recente dos criminosos foi no hotel de luxo Golden Tulip Brasília Alvorada, localizado no SHTN, em 28 de março deste ano. Quatro bandidos explodiram três caixas eletrônicos. Os assaltantes estavam fortemente armados e renderam os funcionários do hotel, conhecido por hospedar empresários, artistas e autoridades que visitam a capital do país.

De acordo com as imagens de câmeras de segurança, enquanto um criminoso armado rendia um dos funcionários, outros dois comparsas forçaram a abertura dos equipamentos com auxílio de uma barra de ferro. Os equipamentos ficam ao lado das escadas que dão acesso ao restaurante do hotel. Só tem acesso ao local quem passa pela guarita.

Os homens colocaram explosivos no local e detonaram os artefatos. Toda a ação durou cerca de dois minutos. Um dos carros usados na fuga dos bandidos foi encontrado pela polícia na Asa Norte.

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