Saiba qual é a associação investigada por receber milhões em emendas

Organização da sociedade civil é um dos alvos de operação da PF e da CGU que investiga supostos desvios de recursos de emendas parlamentares

atualizado

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Associação Moriá
1 de 1 Associação Moriá - Foto: Arte/Metrópoles

Alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) e da Controladoria-Geral da União (CGU), na manhã desta terça-feira (29/7), a Associação Moriá é uma organização da sociedade civil (OSC) investigada por receber milhões em emendas de parlamentares do Distrito Federal ao longo de dois anos.

Autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a Operação Korban investiga supostos desvios de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares para organização de eventos de esportes digitais, como revelado em diversas reportagens da coluna Grande Angular, do Metrópoles.

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Sede da Associação Moriá vazia, em Brasília
Equipes da Polícia Federal (PF) foram à sede da Associação Moriá, em Brasília
Sede da Associação Moriá, no Setor de Autarquias Sul (SAS), em Brasília (DF)
Operação Korban apura suposto desvio de dinheiro público proveniente de emendas parlamentares
Polícia Federal (PF) e Controladoria-Geral da União (CGU) investigam Associação Moriá
Associação Moriá, alvo de operação da Polícia Federal (PF) e da Controladoria-Geral da União
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Associação Moriá, alvo de operação da Polícia Federal (PF) e da Controladoria-Geral da União

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Sede da Associação Moriá vazia, em Brasília
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Sede da Associação Moriá vazia, em Brasília

Equipes da Polícia Federal (PF) foram à sede da Associação Moriá, em Brasília
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Equipes da Polícia Federal (PF) foram à sede da Associação Moriá, em Brasília

Hugo Barreto/Metrópoles (@hugobarretophoto)
Sede da Associação Moriá, no Setor de Autarquias Sul (SAS), em Brasília (DF)
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Sede da Associação Moriá, no Setor de Autarquias Sul (SAS), em Brasília (DF)

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Operação Korban apura suposto desvio de dinheiro público proveniente de emendas parlamentares
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Operação Korban apura suposto desvio de dinheiro público proveniente de emendas parlamentares

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Polícia Federal (PF) e Controladoria-Geral da União (CGU) investigam Associação Moriá
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Polícia Federal (PF) e Controladoria-Geral da União (CGU) investigam Associação Moriá

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A associação Moriá recebeu R$ 53 milhões de parlamentares do Distrito Federal em dois anos
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A associação Moriá recebeu R$ 53 milhões de parlamentares do Distrito Federal em dois anos

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Além das buscas, foi determinado o sequestro de bens, como veículos e imóveis, e bloqueio de contas bancárias de empresas investigadas
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Além das buscas, foi determinado o sequestro de bens, como veículos e imóveis, e bloqueio de contas bancárias de empresas investigadas

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As medidas de indisponibilidade patrimonial podem alcançar R$ 25 milhões
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As medidas de indisponibilidade patrimonial podem alcançar R$ 25 milhões

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A instituição surgiu em 2017, com programas e projetos voltados à transformação social, segundo o site da OSC. Ainda de acordo com a própria associação, 71 mil pessoas teriam participado dessas iniciativas. Contudo, só quatro delas chegaram a ser concluídas.


Operação Korban

  • As equipes da PF e da CGU cumprem 16 mandados de busca e apreensão, nos estados do Acre, do Paraná e de Goiás, bem como no Distrito Federal.
  • O STF ainda determinou medidas como sequestro de bens, inclusive veículos e imóveis, além do bloqueio de contas bancárias de empresas investigadas, até R$ 25 milhões.
  • As investigações apuram possíveis irregularidades na execução de cerca de R$ 15 milhões em recursos públicos federais, repassados a uma associação do Distrito Federal por meio de termos de fomento com o Ministério do Esporte financiados com emendas parlamentares.
  • Entre as determinações do STF está, ainda, a suspensão de novos repasses de recursos federais à associação investigada, bem como a proibição de que a associação transfira valores às empresas subcontratadas por meio dos termos de fomento analisados.

A Coluna Grande Angular revelou que a associação é chefiada por um ex-cabo do Exército, um motorista e uma esteticista – todos considerados “laranjas” – e não funciona no endereço registrado em documentos oficiais.

Para contar com as emendas da bancada do Distrito Federal, no valor de R$ 37,9 milhões, a OSC apresentou ao Ministério do Esporte um projeto técnico-pedagógico que propunha a criação de 29 salas gamers em espaços cedidos pela Secretaria de Educação (SEEDF).

A iniciativa era voltada a estudantes da rede pública de ensino, que seriam ensinados a jogar games como Free Fire, Valorant, LoL, Teamfight Tactics e eFootball, para participar de competições, entre 2023 e 2024. A associação chegou a ser destinatária de repasses de emendas parlamentares.

Porém, após as denúncias do Metrópoles, deputados e senadores anunciaram a suspensão do custeio do projeto. Antes disso, inclusive, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino chegou a bloquear esses repasses, por falta de transparência no processo.

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