Fabio Serapião

PF investiga Associação Moriá, dirigentes e empresas subcontratadas

STF autorizou que PF cumpra 16 mandados de busca contra dirigentes da associação por desvios em convênios bancados com emendas parlamentares

atualizado

metropoles.com

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1 de 1 foto-policia-federal - Foto: Divulgação/PF

Cinco dirigentes da Associação Moriá e seis empresas subcontratadas pela entidade, bem como seus sócios, são alvo de busca e apreensão da Polícia Federal (PF) nesta terça-feira (29/7) na Operação Korban.

Como mostrou a coluna, a PF e a Controladoria-Geral da União (CGU) realizam nesta terça-feira (29/7) uma operação para apurar o desvio de recursos públicos oriundos de emendas parlamentares destinados à realização de eventos de esportes digitais. O caso foi revelado pelo Metrópoles.

A ação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A apuração começou com uma auditoria da CGU em convênios celebrados pela Associação Moriá e pelo Ministério do Esporte (MESP) entre 2023 e 2024.

A  investigação indicou potenciais irregularidades na execução dos convênios para realização de edições dos Jogos Estudantis Digitais (Jedis) no Distrito Federal e no Espírito Santo.

A CGU identificou o possível direcionamento indevido de subcontratações, o conluio entre empresas envolvidas nas terceirizações dos Jedis e a contratação de firmas de fachada.

Embora não sejam alvo da operação, segundo apurou a coluna, foi o senador Izalci Lucas e a então senadora Rose de Freitas que enviaram as emendas que custearam os convênios sob suspeita.

As irregularidades mapeadas, de acordo com a apuração da coluna, resultaram em possíveis sobrepreços nas subcontratações, prejuízos potenciais advindos de cotações prévias inidôneas e danos decorrentes da subcontratação de possíveis empresas de fachada.

No total, o prejuízo calculado é de R$ 13,2 milhões aos cofres públicos.

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Sede da Associação Moriá vazia, em Brasília
Equipes da Polícia Federal (PF) foram à sede da Associação Moriá, em Brasília
Sede da Associação Moriá, no Setor de Autarquias Sul (SAS), em Brasília (DF)
Operação Korban apura suposto desvio de dinheiro público proveniente de emendas parlamentares
Polícia Federal (PF) e Controladoria-Geral da União (CGU) investigam Associação Moriá
Associação Moriá, alvo de operação da Polícia Federal (PF) e da Controladoria-Geral da União
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Associação Moriá, alvo de operação da Polícia Federal (PF) e da Controladoria-Geral da União

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Sede da Associação Moriá vazia, em Brasília
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Sede da Associação Moriá vazia, em Brasília

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Equipes da Polícia Federal (PF) foram à sede da Associação Moriá, em Brasília

Hugo Barreto/Metrópoles (@hugobarretophoto)
Sede da Associação Moriá, no Setor de Autarquias Sul (SAS), em Brasília (DF)
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Sede da Associação Moriá, no Setor de Autarquias Sul (SAS), em Brasília (DF)

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Operação Korban apura suposto desvio de dinheiro público proveniente de emendas parlamentares

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A associação Moriá recebeu R$ 53 milhões de parlamentares do Distrito Federal em dois anos
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A associação Moriá recebeu R$ 53 milhões de parlamentares do Distrito Federal em dois anos

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Além das buscas, foi determinado o sequestro de bens, como veículos e imóveis, e bloqueio de contas bancárias de empresas investigadas
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Além das buscas, foi determinado o sequestro de bens, como veículos e imóveis, e bloqueio de contas bancárias de empresas investigadas

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As medidas de indisponibilidade patrimonial podem alcançar R$ 25 milhões
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As medidas de indisponibilidade patrimonial podem alcançar R$ 25 milhões

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A Associação Moriá recebeu R$ 53 milhões de parlamentares do Distrito Federal em dois anos. Parte dos valores foram posteriormente cancelados, após o Metrópoles revelar o caso.

A entidade, chefiada por um ex-cabo do Exército, um motorista e uma esteticista, recebeu quase R$ 46 milhões para um programa que visava ensinar crianças e adolescentes a jogar os games Free Fire, Valorant, LoL, Teamfight Tactics e eFootball. Os repasses foram revelados pelo Metrópoles.

“As investigações buscam esclarecer possíveis irregularidades na execução de cerca de R$ 15 milhões em recursos públicos federais, repassados a uma associação do Distrito Federal por meio de termos de fomento com o Ministério do Esporte, financiados com emendas parlamentares, para a realização de jogos estudantis de esportes digitais entre 2023 e 2024”, diz a PF.

Além das buscas, foi determinado o sequestro de bens, como veículos e imóveis, e o bloqueio de contas bancárias de empresas investigadas. As medidas de indisponibilidade patrimonial podem alcançar R$ 25 milhões.

O STF também suspendeu novos repasses de recursos federais à associação investigada e proibiu que ela transfira valores às empresas subcontratadas no âmbito dos termos de fomento analisados.

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