Réus da maior chacina do DF chegam em tribunal para ouvir sentença. Veja vídeo

Tribunal do Júri da maior chacina do Distrito Federal deve ser concluído na noite deste sábado (18/4)

atualizado

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1 de 1 policia-penal - Foto: Jéssica Ribeiro/Metrópoles

Os cinco réus da maior chacina da história do Distrito Federal chegaram no início da noite deste sábado (18/4) no Tribunal do Júri de Planaltina para ouvir a sentença que será lida pelo juiz Taciano Vogado.

Gideon Batista de Menezes, Horácio Carlos Ferreira Barbosa, Carlomam dos Santos Nogueira, Fabrício Silva Canhedo e Carlos Henrique Alves da Silva chegaram no local escoltados sob forte esquema de segurança da Polícia Penal. O quinteto foi levado para uma entrada especial e será encaminhado para o plenário para ouvir a sentença.

De acordo com a denúncia do Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT), se condenados, os acusados podem pegar até 358 anos de prisão. Eles respondem por homicídio qualificado, latrocínio, ocultação de cadáver, extorsão mediante sequestro, associação criminosa qualificada e corrupção de menor.

O Tribunal do Júri da maior chacina do Distrito Federal deve ser concluído na noite deste sábado (18/4), após seis dias de julgamento. A previsão foi atualizada pelo Tribunal de Justiça do DF (TJDFT) durante a tarde.

O sexto dia de julgamento começou com a votação dos jurados, por volta das 10h, em sessão fechada. Cerca de 500 quesitos foram votados ao longo do dia, com pausa de uma hora e meia para o almoço às 12h. A atuação do júri foi concluída às 20h30.

Logo em seguida, a sentença será redigida. A previsão do TJDFT é que ela seja lida ainda neste sábado (18/4), decretando as penas dos réus e, enfim, encerrando o júri.

Após ouvir 18 testemunhas, cinco réus e debates da defesa e do MPDFT, a quinta sessão do Tribunal do Júri da chacina foi encerrada, na tarde dessa sexta-feira (17/4). O julgamento foi retomado nesse sábado (18/4) para a votação dos quesitos pelos jurados, que ocorre com o plenário fechado ao público.

Crime da 113 Sul

Até hoje, o júri mais longo já realizado no DF ocorreu em 2019, quando a arquiteta Adriana Villela foi condenada inicialmente a 67 anos e 6 meses de prisão pelo assassinato dos pais e da empregada da família. O julgamento durou 10 dias, somando 103 horas de debates no Tribunal do Júri de Brasília.

O caso, que ficou conhecido como Crime da 113 Sul, é um dos mais rumorosos da capital federal. No total, depois de 10 anos de espera para a ré ser julgada, sete jurados foram sorteados para o caso – quatro mulheres e três homens. Em 10 dias de júri, 24 testemunhas prestaram depoimento: oito de acusação e 16 de defesa.

Entenda o caso

Entre outubro de 2022 e janeiro de 2023, os acusados se associaram para tomar a chácara Quilombo, no Itapoã, e também obter dinheiro da família de Marcos Antônio Lopes de Oliveira.

Avaliado em R$ 2 milhões, o terreno que motivou os assassinos a arquitetarem a morte de 10 pessoas tem cachoeira privativa, ampla área de capim de gado e cerca de 5 hectares – equivalentes a 50 mil metros quadrados.

O plano, então, era assassinar toda a família e tomar posse do imóvel, sem deixar qualquer herdeiro vivo. O terreno, no entanto, nem sequer pertencia ao patriarca da família, o primeiro a ser brutalmente morto. A chácara era alvo de disputa judicial desde 2020, na qual os verdadeiros donos tentam recuperar a área

Os integrantes da família, então, foram atraídos para emboscadas e assassinados um por um.

São eles:

  • Marcos Antônio Lopes de Oliveira – patriarca;
  • Renata Juliene Belchior – esposa de Marcos;
  • Gabriela Belchior de Oliveira – filha do casal;
  • Thiago Gabriel Belchior de Oliveira – filho do casal;
  • Elizamar da Silva – esposa de Thiago;
  • Rafael (6 anos), Rafaela (6) e Gabriel (7) – filhos de Thiago e Elizamar;
  • Cláudia da Rocha Marques – ex-companheira de Marcos;
  • Ana Beatriz Marques de Oliveira – filha de Marcos e Cláudia.

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