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A indecisão do presidente da Câmara Legislativa, Joe Valle, sobre o futuro do PDT local nas eleições de 2018 está com as horas contadas. O parlamentar não conseguiu definir o rumo do partido até 30 de junho, prazo final fixado por ele mesmo para fechar uma coligação com o pré-candidato ao Buriti pelo PR, Jofran Frejat. A legenda também não tem maioria para dividir palanque com o governador Rodrigo Rollemberg (PSB). Diante disso, cresce dentro da sigla a opção por candidatura própria.

Em reunião marcada para esta terça-feira (3/7), o PDT-DF está propenso a confirmar o nome do ex-deputado distrital Peniel Pacheco para o Palácio do Buriti e do próprio Joe Valle para o Senado.

O encontro da sigla será realizada na sede nacional do PDT em Brasília, a partir das 20h. A expectativa é de o presidente da CLDF anunciar, no encontro, o fim das tratativas que envolvem tanto Frejat quanto uma possível dobradinha com Cristovam Buarque (PPS). O senador pretende disputar a reeleição pela terceira via, grupo com adesão de seis partidos no momento e fechado em torno do tucano Izalci Lucas como postulante a governador.

Joe Valle havia ficado responsável por formar alianças, mas sem sucesso e sofrendo pressões dentro do próprio partido, não conseguiu fechar a participação dos pedetistas em nenhuma das chapas já postas.

A situação complicou-se com as últimas declarações do próprio Frejat, que aparentemente desistiu de Joe Valle como senador em sua coligação. Com isso, Peniel Pacheco surgiu como principal nome para uma candidatura que fortaleça o palanque do presidenciável Ciro Gomes no DF.

PSB fora do baralho
“O que está certo é que não estaremos com o Rollemberg de forma alguma. Essa é uma decisão fechada no partido e que não dependerá de decisão do diretório nacional. O Peniel seria o melhor nome, por ter experiência”, afirmou um membro da executiva local, sob condição de anonimato.

Ainda sem definição concreta sobre o lançamento de sua pré-candidatura, o ex-distrital Peniel Pacheco declarou-se honrado por ser lembrado e disse estar à disposição do partido, como um “soldado”.

Sou soldado do partido. Queremos fortalecer a legenda e o palanque do Ciro Gomes. Durante muito tempo, o PDT deu apoio para eleger outros, mas o partido tem estatura para usá-la a nosso favor. Não me lancei a nenhum cargo majoritário. Vou me colocar como soldado para acolher a decisão majoritária do PDT, após a reunião desta terça-feira (3)"
Peniel Pacheco, ex-distrital e possível pré-candidato do PDT a governador

Oficialmente, o deputado Joe Valle sustenta ainda não ter definido seu destino: “A decisão virá na reunião desta terça (3)”.

Outro nome ainda no páreo é o do igualmente ex-distrital Fábio Barcellos. Ele garante que nada está certo e diz confiar nas negociações encaminhadas por Joe Valle. Mas, como vice-presidente do PDT-DF, avisa que o partido não terá representante no palanque de Rollemberg, mesmo se a ordem vier da executiva nacional.

“Com o Rollemberg não tem jeito. Tudo que aconteceu conosco não permite nem a boa vontade de sairmos juntos. Ele não tem nenhuma harmonia com o cargo [de governador] e com os servidores”, disse Barcellos. “[Se determinado nacionalmente] O partido estaria com ele, mas sem os membros da legenda. Ele foi ruim para o PDT. Tanto o governo quanto a incompetência pertencem ao Rollemberg”, acrescentou Barcellos, que prefere só comentar sobre a possibilidade de vir a ser o pré-candidato pedetista ao Buriti após a reunião da executiva nesta terça (3).

Vídeo
Parte da legenda já vinha se manifestando contrária à aliança com o grupo encabeçado por Jofran Frejat, por conta da participação do ex-vice-governador Tadeu Filippelli (MDB) e do ex-governador José Roberto Arruda (PR). Um vídeo que mostra Arruda participando de evento da pré-campanha de Frejat azedou o clima de vez e tornou praticamente inviável uma aliança do PDT com o PR.

“Não tem jeito. Depois desse vídeo do Arruda, fica insustentável mantermos conversa com o outro lado [Frejat], pois ele tem andado em má companhia. Por melhor pessoa que o Frejat seja, são essas pessoas que vão governar com ele. Como podemos participar disso?”, revoltou-se um integrante da executiva do PDT-DF.