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Política

"Rollemberg está usando 'sua polícia' para nos perseguir", acusa Fraga

Candidato ao Palácio do Buriti diz que o governador e postulante à reeleição faz uso político da corporação durante a campanha eleitoral

Ana Luiza Vinhote07/09/2018 17:36, atualizado 07/09/2018 23:59
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Daniel Ferreira/Metrópoles
“Rollemberg está usando ‘sua polícia’ para nos perseguir”, acusa Fraga

Um dia após ser deflagrada a Operação Blindness, da Polícia Civil, que investiga um assessor do candidato ao GDF Alberto Fraga (DEM), apontado como centro de um suposto esquema criminoso de lavagem de dinheiro, o deputado federal voltou a criticar o governador Rodrigo Rollemberg (PSB). Fraga acusa o postulante à reeleição de utilizar o aparato estatal em benefício próprio.

“Se eu contratar alguém, tenho como saber que essa pessoa está sendo investigada? Essa operação parece uma coisa encomendada. O Rollemberg está usando a ‘sua polícia’ para perseguir adversários políticos”, afirmou. Ainda segundo Fraga, “caso a suspeita [contra o servidor] seja confirmada, providências serão tomadas”. O candidato se refere ao assessor parlamentar Francisco Edielson.

Segundo o delegado da Polícia Civil Virgílio Agnaldo Ozelami, Edielson tem relações com duas empresas que faturaram mais de R$ 10 milhões nos últimos três anos, mesmo tendo como sócios pessoas de baixa renda – entre elas, uma ex-diarista.

De acordo com a polícia, a ex-diarista seria Fátima Ferreira, sócia da Cloud Technology e irmã de Flávia Ferreira, dona da Atos Dois (nome fantasia Xeque Mate) e ex-mulher de Edielson. Para o policial, trata-se de um núcleo familiar que atuaria de forma suspeita. Ambas companhias já receberam recursos destinados por Alberto Fraga. O total soma R$ 968 mil em verba indenizatória, no período entre janeiro de 2015 e julho de 2018.

A empresa presta serviço para mim mediante a emissão de notas fiscais. Eu não repassei dinheiro nenhum, eu pago a empresa com cerca de R$ 22 mil por mês para serviços de mídia. Fui surpreendido de uma forma covarde tendo o meu nome exposto

Alberto Fraga, candidato ao GDF

Procurada pela reportagem neste sábado, a assessoria de Rollemberg disse que o posicionamento do candidato é o mesmo de quinta (6): a PCDF “atua com inteira liberdade e independência, como o próprio Fraga sabe, ou deveria saber”.

Segurança na campanha
Fraga também comentou a agressão contra o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), esfaqueado na quinta-feira (6), durante passeata em Juiz de Fora (MG). Um dia após lamentar o episódio, o buritizável disse não acreditar que situação semelhante ocorra no Distrito Federal. Por isso não pretende reforçar a segurança pessoal. 

“Espero que não aconteça nada, mas também não tenho medo. Quando se quer fazer algo, independentemente da segurança, a pessoa faz. Quem está na chuva é para se molhar”, comento Fraga, que cogita cancelar a agenda de sábado (8) para visitar Bolsonaro, internado no Hospital Albert Einstein de São Paulo – o presidenciável foi transferido para a unidade de saúde após ser submetido a cirurgia em Minas Gerais.

Pesquisa
Sobre a pesquisa da Datafolha divulgada na quinta-feira (6), na qual Fraga aparece na quarta posição, com 10%, o democrata diz que não se assusta com o resultado. “Temos pesquisas internas que apontam o contrário. Eu prefiro confiar no que vejo nas ruas. Qual é o candidato que tem duas corporações (Polícia Militar e Corpo de Bombeiros) fortes de voto como eu tenho?”, questionou. “O histórico dessas pesquisas nunca foi de acerto. Só com a Polícia Federal, eu tenho 11%”, afirmou.

Acima de Fraga, segundo a sondagem, aparecem Eliana Pedrosa (Pros), com 18%; Rodrigo Rollemberg, com 15%; e Rogério Rosso (PSD), com 12%.